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terça-feira, 13 de julho de 2010

POESIA

Delírios do Adeus
Não joguem fora os meus livros, velhos
Não me atormente demais, eu insisto
Com os meus olhos sujos, peço aflito
Dê ao meu filho meus discos, vídeos
Meus textos e bota fogo no resto
No que sobrou, todo luxo, tudo lixo
Inútil morto de luto
Não se preocupem se eu vou, eu volto, amável
Não é queixume, coisa que não faço
Vou para o mar onde tudo se transforma
Dormindo no seu rumor infindo
Morto não sinto o tempo passar
Acordo vivo com a memória amiga
Sonhando acordado a glória de uma terra antiga
Mas filho amigo se morrer é ser o fogo no mato
É ser o rio correndo pro mar e uma mulher que quer dar
Sempre é bom lembrar: onde o natural desafio é o limite
Do insondável ninguém consegue escapar.

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