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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ENTREVISTA


Lagos TV – Programa da Academia Cabo-friense de Letras com direção de Gabriel Mello – Jose Sette é entrevistado pelos escritores Demócrito Azevedo e Carlos Sepúlveda.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Poesia e Pré-história

EPITÁFIO

Se à treva fui, por pouco fui feliz.
Se acorrentou-me o corpo, eu o quis.
Se Deus foi a doença, fui saúde.
Se Deus foi o meu bem, fiz o que pude.
Se a luz era visível, me enganei.
Se eu era o só, o só então amei.
Se Deus era a mudez, ouvi alguém.
Se o tempo era o meu fim, fui muito além.
Se Deus era de pedra, em vão sofri.
Se o bem foi nada, o mal foi um momento.
Se fui sem ir nem ser, fiquei aqui.
Assim chegarei ao meu momento
Para que me reflitas e me fites
Estas turvas pupilas de cimento:
Se devo a vida à morte, estamos quites.

tavinho paes


Loucura Pouca É Bobagem

Estudos da pré-história da América Latina (Parte 2)

O CONTINENTE PERDIDO DE MU

O Pacífico foi também, segundo o coronel inglês James Churchward (1851-1936), o abrigo de outro continente perdido, Mu – o mesmo nome da ilha citado pelo abade Bounbourg em sua tradução do códice maia. Em 1926 publicou um livro chamado “O Continente Perdido de Mu”, no qual afirmou que Mu era um continente que havia existido no Pacífico, ao mesmo tempo em que Atlântida no Atlântico – mas esta havia sido uma mera colônia de Mu. Em seu livro ‘”Forças Cósmicas de Mu“, publicado em 1934, o militar contou que tomou conhecimento dessas terras a partir do contato com um sacerdote Rishi indiano, com quem supervisionara o atendimento às vítimas de uma epidemia de fome na Índia, no século 19. O sacerdote ensinou-lhe rudimentos de Naacal, língua que seria a primeira da humanidade, e foi com esse aprendizado que Churchward traduziu as inscrições de algumas tabuinhas sagradas de pedra pertencentes a um templo na Índia (denominadas “tabuletas muvianas” ou Tábuas de Naacal), grafadas na mais antiga escrita humana, esse dialeto, de nome Nagamaia, já havia desaparecido há milhares de anos, tábuas nas quais se falava da criação do mundo e da primeira colonização da terra, levada a cabo pelos habitantes de Mu, chamados Uigures. Nelas se descreve uma religião de tipo monoteísta, que parece ser o modelo em que foram baseadas as demais.
E o tal sacerdote, também havia falado da criação do mundo e das primeiras civilizações que povoaram a Terra. Segundo Churchward, o continente e continha uma população de 64 milhões de pessoas. As inscrições indicavam sua localização (ligeiramente abaixo da Linha do Equador), sua extensão (9.600 quilômetros de Leste a Oeste, e 4.800 quilômetros de Norte a Sul). O continente abrangia quase a metade do Oceano Pacífico.
O Mapa de Mu, segundo James Churchward, se estendia do Havaí às Ilhas Fiji e da Ilha da Páscoa às Ilhas Marianas, com uma extensão de 9.600 quilômetros de leste a oeste e 4.800 quilômetros de norte a sul. O continente estava coberto por uma vegetação luxuriante e era baixo e plano, porque as montanhas só surgiriam no mundo depois da catástrofe. Nos seus dias de glória, albergara 64 milhões de pessoas divididas em dez povos, governadas por um sacerdote-imperador chamado Rah, que também era o nome dado ao Sol e a Deus. Nesta época remotíssima, a Europa era um grande pântano, e grande parte dos atuais continentes ainda estavam submersos.
Churchward também se referiu a cerca de 2.600 tabuinhas de pedra (Andesita) encontradas em “Santiago Ahuizoctla” (na verdade, San Miguel Amantla, em Azcapotzalco, ao norte da Cidade do México), pelo mineralogista norte-americano Willian Niven (1850-1937) em 1921. Nada menos que 2.500 tábuas de terra cozida, que repousam no Museu Smithsonian e no Instituto Carnegie de Washington, e cuja particularidade, não possuir qualquer traço comum nas diversas escritas pré-colombianas. Nos decalques dessas tabuinhas, James Churchward teria encontrado os mesmos caracteres naacal.
O continente teria sido o palco de uma civilização altamente desenvolvida, de onde surgiram todas as raças humanas. As diferenças entre elas, segundo Churchward, se explicavam pela “degeneração” de colonizadores emigrados de Mu. As diferenças raciais teriam levado os grupos colonizadores a migrar para diferentes partes do mundo. Tal como a Lemúria de Blavatsky, tudo o que restou de Mu foram as ilhas do Pacífico. Grandes navegadores, os Muvianos viajaram muito para fazer comércio e fundar colônias. A mais importante delas foi o império Uigur, no nordeste da Ásia. Os remanescentes dos uigures tornaram-se os arianos, de acordo com Churchward. Os mais poderosos formaram o império Uigur, cuja capital encontra-se até hoje enterrada sob o Deserto de Gobi, na Ásia. Os outros formaram outras civilizações, entre elas as também hipotéticas Atlântida e Lemúria.
Todas as ilhas do Pacífico fizeram parte um dia do enorme continente de Mu, que como a Atlântida foi devastada por um cataclismo há cerca de 12.000 anos e submergiu, levando consigo uma civilização de 200 mil anos e sessenta milhões de pessoas. Esta foi a Mãe-Pátria do Homem, o Império do Sol que fundou colônias na América do Norte e no Oriente muito antes de as tribos nômades se fixarem na Mesopotâmia. É esta a origem de tantas ruínas intrigantes e das muitas lendas e símbolos idênticos presentes em povos os mais distantes. Assim, Mu seria o berço da civilização, de onde surgiriam as colônias que depois passaram a representar o império Atlântida no Oceano Atlântico e Rama na Índia e Lemúria em um continente que existiu onde hoje é a Indonésia, Malásia, até a Austrália e um grande império onde hoje é o Deserto de Gobi, na Ásia.
Logo apareceram novos dados em que apoiar esta suposta coluna fundamental. De acordo com antigas lendas de povos que habitavam a América do Sul muito antes da chegada de Cristóvão Colombo ao “Novo Continente”. Essas lendas caíram no esquecimento após a chegada de Cristóvão Colombo à América, que culminou com a dizimação de grande parte da cultura desses povos. Mas, Augustus Le Plongeon, viajante e escritor do século XIX interessado nas Ruínas Maias do Yucatán, anunciou ter conseguido traduzir com clareza o famoso Códice Troiano [em honra de seu proprietário Dom Juan Tro e Ortelano, professor da Universidade de Madri, e que atualmente está depositado no Museu Britânico de Londres]. O manuscrito, que ele acreditava ter 3.500 anos, contaria a história de um continente que afundara com seus 64 milhões de habitantes, que teria sido conhecido dos maias.
Há uma tradição que afirma que Quetzalcoatl, o deus branco dos Astecas e Toltecas, voltou para o seu país no mar do leste, depois de haver fundado a civilização tolteca. Esse mesmo deus era adorado entre os maias sob o nome de Kukulkán.
A Literatura Tamil fala de um reino mítico chamado Kumari Kandam, comparável à Lemúria, que submergiu.
No Código Cortesiano Maia, atualmente na Biblioteca Nacional de Madri, se diz: “Com seu poderoso braço Homem fez que a terra tremesse depois do por do sol, e durante a noite, Mu, o país das colinas, foi submerso“.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Loucura Pouca é Bobagem


Estudos da pré-história da América Latina

(Parte 1)

Diego de Landa Calderón foi bispo do Yucatã. Os seus textos contêm muita informação valiosa sobre a civilização maia pré-colombiana, apesar de ter sido o principal responsável pela destruição da história, literatura e tradições daquela mesma civilização; observou num relatório que os habitantes do Yucatán diziam ter ouvido de seus ancestrais que sua península fora ocupada por um povo originário do leste, “ao qual Deus salvara, abrindo 12 passagens através do oceano”. Os estudos de Landa sobre a escrita maia serviram de base para Bounbourg tentar traduzir os códices em 1864. Resultado: um deles narrava uma catástrofe que levara ao afundamento de uma ilha chamada Mu, tal qual Platão descrevera no caso da Atlântida.
A história não vem em uma linha reta, mas em estágios, em algumas civilizações, sob alguns aspectos, foram muito mais sofisticadas do que as que lhe sucederam. As “grandes cabeças”, encontradas na Bolívia, Três Zapotes, com traços e feições da raça negra assim como as estátuas da cultura olmeca. Crê-se que tenham ao menos 2.000 anos. Inequivocamente têm características africanas. Todavia, se supõe que os negros não chegaram à America senão depois de Colombo. Os Olmecas, como eram chamados, ostentavam traços diferentes dos da população nativa e também guardam semelhanças impressionantes com as feições da esfinge do Egito. Estátuas e cerâmicas da cultura maia representando homens brancos com nariz semita, roupas sapatos e elmos completamente diferentes dos usados pelos maias são mais provas de que perdemos algo de nossa história.
O “Disco do Sol dos Astecas” fala de quatro ciclos de destruição. Por dilúvio, fogo, vento, por sangue e guerra. E prevêem o fim do mundo por uma sublevação das entranhas da Terra.
Mitos de outros lugares da América antiga falam de grandes dilúvios e uma inundação de fogo de erupções vulcânicas e terremotos. Eles falam, com um realismo perturbador, de um passado que não nos lembramos nem esquecemos completamente.
A verdadeira questão aqui é: se existiu uma civilização antiga, ainda não identificada, que influenciou o Egito, o México e a América do Sul, deixando sua marca, ainda que difícil de ser reconhecida no conhecimento? Analisando as provas isoladamente, cada uma revela muito pouco. Mas vamos analisar todos esses elementos juntos.
Pirâmides enormes, alinhadas com os pontos cardeais, incorporando conhecimentos sofisticados da matemática.
Hieróglifos fenícios foram encontrados em numerosas ruínas nas selvas da América do Sul e são tão antigas que as tribos indígenas próximas perderam as lembranças de quem as construiu.
Groelândia significa “terra verde”, o que é um paradoxo em nossos dias ao estar completamente coberta de neve e gelo praticamente todo ano. Mas a arqueologia descobriu restos de culturas tropicais, arados e outros utensílios que indicam o uso contínuo da agricultura e, portanto, a existência de um clima muito mais benigno
Tanto os aquedutos incas quanto os da Ásia Menor tem o mesmo desenho, e a conhecida pirâmide escalonada do Egito também pode ser encontrada na arquitetura pré-colombiana da América. As pirâmides são um tipo de construção muito extensa. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. Como tal conhecimento chegou a culturas tão distintas e em lugares tão distantes do globo? O que interliga todas essas civilizações antigas?
Dra. Balabanova, da Universidade de Ulm, na Alemanha, descobriu que muitas múmias egípcias continham cocaína e nicotina, nativas da América do Sul. “Recebi muitas cartas ameaçadoras e ofensivas, dizendo que isso era um absurdo, que eu estava inventando. Que era impossível, porque foi provado que antes de Colombo, essas plantas só eram encontradas na América.” Ela repetiu a pesquisa em centenas de múmias e provou sua teoria. Será que, em um passado distante, marinheiros influenciaram culturas nos dois lados do Atlântico?
Coleção Plongeon (manuscrito troiano), existente no Museu Britânico de Londres:
No ano 6 de Kan, no 11º Muluc no mês Zac verificaram-se terríveis terremotos que continuaram sem interrupção até o 13º Chuen. O país dos montes de lama, a terra de Mu, foi sacrificada: foi duas vezes erguida e desapareceu repentinamente durante a noite, enquanto a bacia era constantemente abalada por erupções vulcânicas. A sua localização fez com que a terra se afundasse e se erguesse várias vezes em diversos lugares. Finalmente, a superfície cedeu e dez países foram divididos e espalhados. Não conseguiram resistir à força do abalo e afundaram-se junto.
As regiões foram então separadas umas das outras, e depois dispersas. Dez países separaram-se e desapareceram, levando consigo 64 milhões de habitantes. “Isto se passou 8060 anos antes da composição deste escrito”.
As Ilhas Sandwich, a Nova Zelândia e a Ilha da Páscoa, estão separados entre si por uma distância de mil e quinhentas a mil e oitocentas léguas, e os grupos das ilhas intermediárias, ilha Fidji, ilha Samoa, ilha Tonga, ilha Fortuna, ilha Ouvea, ilha Marquesas, ilha Taiti, ilha Pumuta, as ilhas Gambier, distam daqueles pontos extremos de setecentas ou oitocentas a mil léguas. Todos os navegantes são unânimes em dizer que os grupos extremos e os grupos centrais não podiam se comunicar entre si em virtude de sua posição geográfica e dos insuficientes meios de que dispunham. É fisicamente impossível transpor semelhantes distâncias numa piroga… sem uma bússola, e viajas durante meses sem provisões. Por outra parte, os aborígenes das Ilhas Sandwich, de Viti, da Nova Zelândia, dos grupos centrais de Samoa, de Taiti etc., jamais haviam se conhecido e nunca tinham ouvido falar uns dos outros, antes de chegarem os europeus. No entanto, cada um desses povos afirmava que a sua ilha outrora fazia parte de uma imensa superfície de terras que se estendia para o ocidente em direção à Ásia. Confrontando indivíduos de todos esses povos, viu-se que falavam a mesma língua, tinham os mesmos usos e costumes e adotavam a mesma crença religiosa. Quanto à pergunta: Onde está o berço da vossa raça? – limitavam-se, em resposta, a estender a mão na direção do sol poente.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Matemática e Cinema

LOUCURA POUCA É BOBAGEM

Este ano vamos experimentar quatro datas incomum .... 1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e Tem mais!!! Agora vão descobrir, pegue os últimos 2 dígitos do ano em que nasceu mais a idade que você vai ter este ano e será igual a 111 para todos! ALGUEM EXPLICA O QUE É ISSO ????..


Meu Cinema Brasileiro.

No final de 2010 o meu primeiro filme “Bandalheira Infernal”(1975) comemorou os seus 35 anos de existência e o meu filme mais premiado “Um Filme 100% Brazileiro” (1985) faz 25 anos.

Em 1975 fiz o meu primeiro filme de longa-metragem, Bandalheira Infernal, sem roteiro, experimentando, provocando, instigando, anarquizando a linguagem cinematográfica imposta pelo regime militar, repressor e predador, e por uma elite brega, ignorante e pretensiosa.

Trabalhei financiado pelos amigos e amantes do cinema. Há trinta e cinco anos mantenho o meu sonho por um cinema de arte, livre, poético, inventivo, antropofágico e mnemônico. Por um cinema que provoque a nossa memória, nossa inteligência e nosso existir.

Para definir a minha trajetória na arte cinematográfica é preciso saber da minha geração. Saber que no país invadido, há mais de cem anos, por manifestações cinematográficas de todas as espécies e gêneros, temos hoje, como predominância estética, os pequenos e os grandes lixos novelescos proveniente de toda uma produção estrangeira, principalmente a americana, a de roliude, com suas novidades tecnológicas, efeitos especiais, para contar historietas e influenciar o mundo dos colonizados, injustiçados, em sua grande maioria, a adorar o deus bestial do sucesso, do dinheiro, do consumismo doentio, da fome do mercado, a qualquer custo, onde poucos mandam, e quase todos são vendidos e obedecem por força da mídia, submissa aos grandes interesses, com os investimento na cultura direcionado as produções que seguem a métrica reboante do pior que se faz na indústria do entretenimento, tornando-nos, novamente, imbecilizados pelo paradigma do sucesso estrangeiro e pela incipiente conquista do mercado nacional, tanto no cinema quanto na televisão.

Depois do movimento cinemanovistas dos anos 50 e 60 e do jovem cinema de resistência dos anos 70 e 80, a partir 1990, o cinema brasileiro vem buscando, como um todo,com raríssimas exceções, esse modelo conformista imposto pela política cultural servil dos nossos incautos governantes, e pelo deslumbre dos burocratas de plantão, dos produtores e exibidores comprados, na maioria por dinheiro de fundações de capital estrangeiros, imaginando assim, pelo excesso imagens e sons de quinta categoria, convencer os nossos jovens estudantes, futuros cineastas, que trabalhando com esta linguagem inocente, muitas vezes beirando o ridículo, conquistará o seu espaço perdido com público.

Ledo engano, deles e nosso, de ficarmos cegos, calados, surdos e sem voz, isolados, como uma grande ilha, prestes a ser varrida por uma onda gigante.

A maioria dos filmes nacionais é de pequena produção, os mais privilegiados vêm sendo financiados com orçamentos médios pelas leis de incentivo. Todas essas “fitas” produzidas ou são mal exibidas, ou não são exibidas, por falta
de interesse dos produtores e de seus patrocinadores. Assim, algumas centenas de latas de bons e raros filmes, são guardadas nas prateleiras das produtoras, quando existem, ou em casa, quando se têm, na espera de salas específicas - cineclubes, festivais, etc., para que, pelo menos, possam ser exibidos.

Esses raros filmes de arte têm a simpatia de um público específico, composto de pessoas que lêem, que apreciam a boa arte, que gostam de poesia,de serem instigados pela criação, pela invenção, pela inteligência degustando o mistério de composições, as vezes bizarras, sem fanfarras de produção, mas sempre criativas e transformadoras.

Sem a mínima remuneração, este cinema de resistência, faz com que muitos de seus bons diretores, produtores, atores e técnicos, sem aposentadoria, sem economia, a cada dia que passa, sentirem-se mais ainda encurralados pelo sistema predador.

- Vivemos como mágicos, sem renda, endividados. A cada filme produzido, ficamos mais pobres e só permanecemos ainda em pé, pela força da crença na arte e pela necessidade mortal de poder criar novamente.

Mas como criar sem ter o direito de viver com alguma dignidade? Todos os dias encontro bons artistas que estão a beira de um ataque de nervos por falta de uma política justa na produção, distribuição e exibição do verdadeiro cinema brasileiro

Aos grandes produtores, as verbas milionárias da renúncia fiscal, verbas
que são distribuídas através dos editais e leis, pelas empresas e simpatizantes empresários, que querem se aproximar das estrelas e astros da última revista da moda, ou a todos aqueles que participam desta ou
daquela turma, simpáticos a este ou aquele produtor de tevê, ou melhor: todos aqueles que tem a benesse desta importada estética, cópias sem a menor
importância, que domina as novelas e os filmetes das grandes redes da televisão brasileira.

Nas universidades, jovens sedentos de saber buscam o conhecimento necessário para que possam rodar, filmar, o seu primeiro curta-metragem. Tudo tem de ser financiado pelo Estado? Eles são milhares de entusiastas da sétima arte, são estudantes e artistas que pensam e vivem o sonho de um dia fazer o seu primeiro longa-metragem.O que eles podem fazer? Onde eles podem chegar?

O velho cinema, outrora revolucionário, hoje milionário, sonha com o Oscar, com roliudi e com a América, que é a do norte.

O jovem cinema tem que abandonar esta vontade cega de estar incluso no sistema estabelecido pelos padrões dominantes. É preciso ser rebelde e transformador da arte, buscando a nossa identidade cultural no conhecimento e no descobrimento, para podermos criar uma imagem livre das amarras dominantes.

O meu Cinema Brasileiro nasceu desta prática: um filme feito e distribuído no cinema e para a televisão, com as mãos e com a cabeça, independente e de baixíssimo custo, digital ou não,onde se valorizará principalmente uma nova estética cinematográfica, uma nova idéia, novos atores. Um cinema que seja instigante, transformador, que não veja, mas que tenha visão, que seja lentes especiais para um enquadramento total e abrangente do homem e das artes brasileiras escondidas no contexto da vanguarda do novo e do que é universal.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

LIVROS


DOIS LIVROS, UM SÓ PENSAMENTO.

Voltando ao meu aniversário, ganhei dois livros no mínimo interessantes. O primeiro da atriz e diretora de cinema Helena Inês e o outro do também cineasta Luis Rosemberg. Dois grandes amigos. Dois grandes presentes. Aconselho a leitura dos dois.
Escrever sobre o livro que reedita os textos críticos de cinema publicado nos jornais de época por Rogério Sganzerla é sempre um exercício de uma revisão histórica de grande parte da minha vida, pois foi através desses artigos, pois só comecei a ler suas críticas no jornal “O Estado de São Paulo” depois que o conheci durante o primeiro e único Festival de Cinema de Belo Horizonte em 1968, lendo os seus textos que um amigo me mandava recortados pelo correio, entre outros textos por ele escolhidos, é que me situei em relação ao cinema que depois vim a fazer. Identifiquei-me também com os seus filmes, mas foi principalmente esse texto, hoje republicado neste livro, textos - rebeldes – oswaldianos - que tanta polêmica provocou no meio intelectual cinematográfico brasileiro, que eu realmente me apaixonei. Devo confessar que tinha uma boa inveja daquele brilhante jovem de Joaçaba que tão bem dominava e tão bem passava, em um texto cinematográfico, tudo aquilo em que ele acreditava. Quando visitei, em sua companhia, sua cidade natal em Santa Catarina, eu entendi o que os retrógados e moralistas, que sempre dominaram o cinema brasileiro, fizeram com aquela mente extraordinária que navegava a vida rápido como raio ou extremamente contemplativo como um solo da guitarra de Hendrix. Rogério era elétrico e estava bem à frente do seu tempo, disso vocês podem ter certeza. É preciso também dizer que se não fosse a guerreira, sua inigualável atriz e mulher, Helena Inês e suas duas filhas, Sinai e Djim, talvez a memória do seu genial companheiro e pai caísse no esquecimento. Este é um livro que deveria ser lido por todos aqueles que amam o cinema brasileiro.
Quanto aos 24 textos e a belíssima dedicatória que recheia o livro “Nietzche Deleuze Arte Resistência, organizado por Daniel Lins, venho lendo pouco a pouco para desfrutar de toda erudição filosófica de seus autores. Venho lendo de acordo com os títulos que me interessam mais. O primeiro foi o primeiro “ A Capoeira, arte de resistência e estética da potência”. Fiz um curta metragem obre dois capoeiristas baianos”Cidade da Bahia” e sei muito bem onde o texto de Camille Dumonlié quer chegar. Depois li o texto de Rosa Maria Dias sobre Lupicínio Rodrigues e o Ressentimento. Estou para ler um texto de Jacques Rancière com o sugestivo título “Será que a arte resiste a alguma coisa?” e assim aos poucos vou devorando com prazer esse banquete filosófico e a cada página degustada lembro-me do Rosemberg olhando para os meu olhos querendo me dizer: - Você precisa conhecer mais o pensamento de Deleuse sobre o cinema... ele é único e original! E tudo isso foi feito e publicado no estado do Ceará e sua universidade federal. Todos estão de parabéns, foi um belo presente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Crônicas do Cotidiano


SETEUM

Um dia um cara me perguntou se eu conseguiria fazer um filme comercial, popular, que me rendesse algum dinheiro e também permitisse, no final da minha vida, a redenção financeira exigida por este mundo dominado pelo capital.
Confesso que fiquei um tempo pensando sobre a capciosa pergunta que me fez perder momentos de sono. No primeiro momento conclui: Sou um artista desprovido de recursos financeiros, embora tenha tido, em minha vida, todas as oportunidades para ser hoje um homem rico. Meu avô, foi fazendeiro em Minas; meu pai médico, deputado e prefeito (cassado pelo golpe militar em 1968); conheci, pessoalmente, três presidentes da república: Juscelino, Jango, Tancredo Neves. Com esse último, que não tomou posse, fiz um filme intitulado “Liberdade”; fundei um partido político e fui candidato a deputado (PDT – Minas – Derrotado); Trabalhei para o Estado de Minas na Secretaria da Cultura e na Fundação Clovis Salgado. Fiz por minha conta e riscos mais de vinte filmes, entre curtas, médias e longas metragens, alguns premiados em festivais no Brasil e na Europa. Sou um cara rico, sem dinheiro, que não se arrepende de nada que fez.
Eu, quando andei no mundo dos políticos, conheci pessoas cultas e nobres de caráter e outras espertas e oportunistas. Com esses espertinhos eu tive várias oportunidades de fazer negócios espúrios. Um dia um sujeito de uma agência de publicidade me ofereceu a possibilidade de levantar recursos (dois milhões) para o filme que eu queria fazer sobre Teófilo Ottoni, a grande figura mineira esquecida, contando que, desse montante, a minha produtora liberasse 40%, sem nota fiscal, ao representante do mecenas que me seria apresentado. Confesso que fiquei ao mesmo tempo atordoado e tentado – afinal eu poderia fazer o filme com o que me sobraria... Noites de Insônia. Como justificar 800.000,00, sem nota, sem nada?... O cara, que já era rico, ganharia esse dinheiro todo sem mexer um dedo do pé. Achei isso um absurdo tão grande, que me afastei e desisti de filmar “Ottoni e a Revolução Liberal de 1842”, o que foi uma lástima para o melhor da memória histórica de Minas Gerais.
Meu amigo tinha razão. Preciso saber ganhar dinheiro com o cinema que eu fiz durante toda a minha vida. Não posso aos 63 anos, 45 dedicados ao cinema, não ter um tostão furado no bolso e pior ainda nenhuma perspectiva de trabalho. Em todos os editais que entrei eu não tive os meus projetos aprovados pelos selecionadores de talento do cinema brasileiro. Faço cinema por determinação e teimosia. Se soubesse ontem o que hoje passo, teria dado àquele canalha os 40%. Hoje estou endividado até a alma e não tenho os precatórios para saudar a minha divida assumida com o capital especulativo.Esta é a situação de muitos outros artistas brasileiros, tenho certeza - não podemos pagar nossas dívidas e também não nos restam outros recursos para que possamos sobreviver.
Sou filho de família mineira que tem como tradição cumprir seus compromissos, principalmente os financeiros. E assim, sem saída para essa demanda, escrevo uma carta ao Banco credor oferecendo a minha boa arte em troca do papel podre devido. Sei que eles não vão aceitar, mas de certa maneira tranqüilizo a minha consciência burguesa. Segue a carta: “Senhor diretor eu possuo conta neste Banco há bastante tempo, como pode ser verificado. Por uma série de motivos, alguns pessoais e outros que são de origem político-cultural, tenho passando nestes últimos anos por uma crise financeira que me parece, às vezes, não ter fim. Assim eu pressinto que não poderei , neste momento da minha vida profissional, honrar os meus compromissos com empréstimos e dívidas na minha conta corrente, pois com o tempo, que penso necessário para me refazer, no conseqüente somatório de acúmulos dos juros sobre juros, à minha dívida se tornará impagável. Porém, neste limbo em que me encontro, vejo uma maneira inteligente e nobre de solucionar de imediato esse débito, naturalmente se os senhores diretores aceitarem a minha proposta que é o pagamento da dívida com obras de arte que possuo. Posso oferecer também uma proposta de trabalho de realização de um vídeo institucional sobre qualquer assunto do interesse do Banco e/ou exibir alguns dos meus filmes com palestras sobre cinema para seus funcionários e/ou convidados... Sei que não é política do Banco trocar divida por obra de arte, mas peço que os senhores abram uma exceção e aceite de um artista brasileiro o desejo de honrar os seus compromissos”.
Passa o tempo e não obtenho resposta a não ser a recomendação que eu procure o meu gerente... O que ele pode fazer? Fazer um novo empréstimo?.... O que devo fazer? Posso fazer como o velho Sette, que pagou devendo. Meu pai devia um dinheiro ao Banco Nacional, na época que o Magalhães amava Vera e o José Aparecido amava os amigos e os recebia no luxuoso gabinete do Bancona Avenida Rio Branco. O velho Sette adentrou a sala, com seu jeito estabanado, não falou com a secretária e foi logo empurrando a porta do gabinete do Zé, que estava lotado de amigos, com sua enorme barriga. Foi quando se ouviu a voz tonitruante, com forte sotaque baiano, do jornalista Sebastião Nery, ali presente, dizendo: - Só podia ser o Sette, o único que entra em qualquer lugar sem se fazer anunciar... O José Aparecido, que está sentado atrás de uma bela mesa escura de jacarandá, fala com sua voz macia: - O que traz você aqui tão longe? Vim pagar a minha dívida Zé, ele respondeu baixinho. Os trinta mil? Sim! De que maneira? Neste momento todos que ali estavam ficaram atentos para o desfecho do inusitado diálogo. Meu pai se aproxima mais e diz para o Zé: - Zé, você me ouviu mal, não vim aqui pagar, mas sim pegar sessenta mil com o banco, dos quais vocês podem retirar os trinta da dívida e me passar os trinta restantes, que eu ando precisando pagar algumas dívidas de antigas campanhas... Sebastião Nery levanta-se elétrico e entre uma gargalhada e outra diz em voz alta: - Esse é o Sette-Um mais político que eu conheço... Empresta logo o dinheiro Aparecido! E o Zé, de todos os amigos, emprestou.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REVISÃO

Paris Adormecida - josesette - 1990
A Etnografia Bricolage Gilbertiana.

Não sou afeto ao gênero documentário, principalmente quando o tema tratado não me interessa. Mas muitas vezes bons personagens são massacrados por uma linguagem didática recheada de uma série de plano e contra-plano, carrinhos e gruas, numa edição cheia de bossinhas, moderninha, típico de cinematógrafo publicitário, que não sabe do assunto que quer documentar e sai pelo arabesco eliminando a figura, arranhado a retina, cansando o olhar e a alma do atento observador da obra criada. Nesses filmes são tantas as entrevistas sobre um mesmo e desinteressante personagem, dirigidas por entrevistadores presunçosos que falam, falam, e não dizem nada, que raramente tenho assistido documentários, seja na TV ou no cinema.
Gosto do filme-documento, daquele que ultrapassa o limite entre a realidade e o sonho do que se quer retratar. Um cinema que mergulha nas águas profundas do inconsciente do ser, seja quem for, pode até transformar um assunto desinteressante em um grande filme.
Assim fiquei preocupado ao receber o presente do cineasta Ricardo Miranda, velho conhecido meu da época da moviola - editamos juntos dois documentários no mesmo estúdio em Copacabana. Ele trabalhava de manhã e eu à tarde. Ele com o Glauber Rocha e eu com Rogério Sganzerla. Ele montava o filme “Idade da Terra” e eu o filme “Um Sorriso Por Favor”. Cada um depois seguiu o seu caminho e só agora estamos nos tornando amigos. Ele foi ao meu aniversário e me entregou, depois de um afetuoso abraço, dois DVDs, com três dos seus filmes, três documentários: “Gilbertiana”, “A Etnografia da Amizade” e “Bricolage”. Assisti aos três filmes de um fôlego só e as minhas preocupações iniciais quanto ao gênero documentário, logo na primeira sequência do primeiro filme que assisti se desfizeram pela qualidade do que me foi apresentado. Assisti primeiro o que eu tinha menos informação a respeito – BRICOLAGE – Não sabia que era sobre o cineasta Luiz Rosemberg e fiquei surpreso quando descobri o nosso filósofo das imagens, com sua cabeça repleta de inteligência e sensibilidade, ornada com óculos e bigode a maneira de Nietzsche, ao lado do jovem Paulo César Saraceni. Os dois alegres nas janelinhas do tempo que divide o DVD.
Bricolage se apresenta, logo no primeiro plano, com a alegoria humana da rosa dos ventos em tom pastel (belíssimo plano do filme do Rosemberg) que vai se fundindo com outros dois elementos para formar, na tríade dos contrários, a dinâmica existencial do personagem: Os homens; As letras; As mãos de unhas vermelhas. O intelectual humanista (ou seria comunista), artesão das almas sensíveis, simulacro feminino do artista atormentado. Corte para Rosemberg com a lente no seu olho direito onde se podem ver imagens de um filme que nos lembra Vertov, o homem e a câmera, nos olhos estão a sua ferramenta de trabalho. Ricardo Miranda me surpreendeu com seu filme-documento, com sua poesia gráfica e sua sensibilidade para retirar do artista retratado o que de melhor ele tem a oferecer naquele momento tão difícil de registro de imagem e som. O começo, paradoxal, o artista que ama e nega o cinema em um mesmo plano, nos mostra de cara a bela edição-direção que teremos pela frente. Trabalhando, como não podia deixar de ser, com imagens dos inauditos e extraordinários filmes do Rosemberg, que muitos poucos conhecem, mesclando o som com o pensamento expresso pelo artista em voz feminina, sem nenhuma cronologia datada, mas guiado pela emoção, Ricardo vai criando em seu filme um mosaico repleto de peças que vão se encaixando, uma a uma, plano a plano, sequência por sequência, numa grande colagem de ideogramas coletados com sabedoria em toda uma existência do grande artista que também no filme nos mostra ser um exímio compositor de material impresso, criando obras de colagem de grande sentido dramático e de indubitável beleza. A pequena sequência do quadro com o Rosemberg estático ao lado, em um museu, contemplando o movimento do rosto de uma mulher falando sobre o esquecimento, o horror e as coisas do cotidiano, é de uma beleza comovente. Está inversão plástica que resulta em uma bela colagem cinematografia é repleta de símbolos e de mistérios. E assim, repleto, contagiante, segue o documento cinematográfico de Ricardo Miranda sobre esse singular artista, repleto de poesia até o fim, quando ele, solitário, anda orgulhoso, além do seu tempo, pelo universo imaginário criado quando criança na cama de um hospital, fecha dialeticamente suas memórias rasgando para sempre o papel onde está escrito que a sétima arte também é negócio. O que foi negado no começo é afirmado no fim. “As revoluções não temem a arte. A arte pela revolução e a revolução pela libertação da arte”. O filme me fez ficar mais orgulhoso do meu amigo Rosemberg, agora que o conheço melhor. Bricolage é único e definitivo como visão particular de um artista sobre outro, pois foi composto pelo sofrimento criador, que quando é grandioso é cruel, mas sem perder o sentido da ternura e da cordialidade que fazem parte do ser grande homem e artista.

A Etnologia da Amizade, foi o segundo filme que assisti, mais realista, mais retratista, mais distante e frio, quando se caracteriza na linguagem documental das entrevistas. Paulo César Saraceni é outro grande artista que não poderia ser esquecido pela história do cinema brasileiro. O filme mostra isso muito bem, com toda a riqueza de imagens dos seus filmes e dos arquivos pesquisados, sem se perder no lugar comum do documentário. A abertura de qualquer espetáculo tem que ser, mesmo no detalhe do fio da trama, a síntese do que se quer dizer com o todo. O filme apresenta o cineasta como o militante solitário dos sem telas, apoiando o movimento dos sem terra, no alto de um caminhão de comício, em algum lugar deste perdido país. A cena é realista mas nos parece uma encenação de algum outro filme do Saraceni. Ficamos sabendo de cara que na visão do realizador o protagonista documentado é um rebelde, um infortunado, um artista que não tem para quem mostrar a sua obra. Um cineasta sem tela. A partir dessa sequência o filme vai se estruturando e o bom observador vai notar, no desenrolar desse documento, com o olhar mais crítico, provocante, toda a história de um carioca conquistador, romântico, anarquista das imagens. Os jovens saberão, através deste documento, o que é preciso fazer para ser um grande artista do cinema brasileiro. Particularmente fiquei encantado em rever cenas antológicas dos seus geniais filmes, assisti a todos, e posso dizer que ele é a expressão mais brasileira do nosso cinema. Quem não se delicia com as histórias picantes dos seus encontros com Lúcio Cardoso, Otávio Farias? Só isso já faz valer toda essa vida retratada com amor e amizade por Ricardo Miranda neste filme-documento de valor.
Viva! Paulo César Saraceni!

Gilbertianas, longa metragem em Pernambuco, na casa grande e na senzala, nos sobrados e nos mucambos, na interpretação do Brasil, em toda arte que é a ciência dos trópicos, nos tornando heróis e vilões, retratando um tema complexo que ainda hoje mostra fôlego para um novo e excelente filme, talvez o primeiro a mergulhar na alma nordestina de Gilberto Freyre, um autor consagrado, polêmico, grande homem das letras do Brasil. O filme passa rápido aos olhos do espectador interessado. Ricardo Miranda, através de uma edição apurada, com sensibilidade e destreza, consegue nos mostrar o homem muito além da sua obra, já exaustivamente estudada e documentada. Isso é bom!

Os três filmes têm boas tiradas, descobrimentos e invenções, poesia e prosa, têm estilo próprio e conhecimento, sem firula posso dizer que são filmes que me trouxeram conhecimento e prazer em assisti-los. Parabéns Ricardo Miranda, o cinema gosta de você.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Panfleto cinematográfico

Está na hora de sermos anistiados! Poetas das imagens, cinematógrafos dessa minha geração. Nós fomos e continuamos sendo massacrados pelas panelinhas dos privilegiados que sempre dominaram o cinema brasileiro. Passam-se os anos, os asnos, a caravana passa e tudo continua como dantes. Há um leitmotiv infernal na política cinematográfica. Estamos todos, do cinema que é independente, de arte, de invenção, autoral e poético, condenados a marginalidade (por isso é que desprezo a alcunha de Cinema Marginal, não quero ser herói). Penso que morreremos e tudo vai continuar como sempre. Perdemos todas as batalhas, como disse o Darcy Ribeiro. Não somos ouvidos, muito menos respeitados. Querem (não sei todos, se não citaria os nomes que sei) nos ver longe de qualquer possibilidade de sermos exibidos (somos populares) e discutidos pelo povo brasileiro. Não é só a indústria de roliude que nos condena pela mentira de não fazermos concessão ao mercado. O mercado, a mídia, o governo e seus tutores, é que não se abrem para nós. Sempre surge uma pedra no caminho. O povo não é burro, só precisa ser informado.Temos então que escrever milhares de carta ao Governo, Ministro, Secretarias, donos do poder de todas as mídias, políticos inescrupulosos e pedir com urgência uma atenção ao nosso cinema e a nossa história? Não seremos lidos, vistos e ouvidos! Essa gente, que tem medo da luz no cinema, quer permanecer escondido desfrutando dos seus altos salários e do seu bem estar social.

Memória


Vendo este torneado traseiro estampado nas páginas da internet não pude deixar de lembrar do meu velho amigo maranhense Nunes Pereira que tinha uma quadrinha própria para essa ocasião. Era mais ou menos assim:

Tenho verdadeira
Adoração por sua bunda
Bunda, paz e troféu
Bunda, que uma paixão me inunda
E se estou de chapéu
Tiro o chapéu

Bunda terei de ti
Profundas queixas
Se não deixar
Minha triste pomba voar
Em suas virginais bochechas

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CELUKINO

Aniversário

Completei, em 17 de janeiro, 63 anos. Passo o aniversário sempre no Rio de Janeiro, onde almoço com minha mãe, Nídia Sette de Barros de 91 anos, em companhia de minha irmã Ana e da adorável Raquel, minha mulher. À noite bebo com alguns amigos e amigas, aqueles que por aqui vivem e se lembraram da data. Comemoro cada ano como se fosse o último. Procuro pelas mesas a dona alegria e a encontro, em alguns momentos, devo confessar: ao abraçar os amigos e amigas que aqui vieram; ao rever mamãe e admirar a bela Cris e sua barriguinha onde se esconde a minha futura netinha; alegro fico ao ver meu filho Emiliano, cheio de energia criativa. Meu outro filho, Jose Vieira, se ausentou, mas está propositalmente no vídeo comemorativo que editei com os registros fotografados pelos celulares das meninas (Celukino); sempre me alegro também ouvindo essa trilha de Jimi Hendrix, que coloquei no vídeo, aqui ela é memória proposital e propiciatória. É também uma honra e uma grande alegria receber importantes lembranças na forma de livros e vídeos de pessoas especiais como a Helena Inês, que me presenteia uma coletânea dos textos críticos (Edifício Rogério) de Rogério Sganzerla, em dois volumes, coletados nos jornais de época; como o Luiz Rosemberg que se lembrou do amigo no título Arte Resistência – Nietzsche Deleuze e o Ricardo Miranda com os 3 vídeos/filmes de sua autoria – Gilbertiana; A Etnografia da Amizade; Bricolage; que fazem com que uma simples noite se torne especial, deixando de existir os “homens vazios”, como diria o velho Vinicius, “porque hoje é sábado”, para se fixarem definitivamente em minha memória, nesta noite cheia de saber, me fazendo rir dos muitos casos contados e por um instante, na loucura do chope gelado, a esperança em um mundo melhor. No final da noite Rosemberg me propôs fazermos um filme juntos sobre algum texto de Machado de Assis. Ai surge em mim à possibilidade de existir ainda alguma energia para realizar um novo filme. Este será o meu presente em 2011!

Segue abaixo o vídeo registro de todos os amigos presentes: Além dos já citados tive a grande alegria em rever Maria Gladys e a linda Teresa, sua filha e do meu querido amigo e cineasta Oscar Maron, infelizmente hospitalizado, Otávio III, Ana Lucia Messias, João Francisco, as amigas e a namorada de Ricardo Miranda, do cineasta Renato Lopes e sua mulher “a doce” Lina Machado e de passagem Eric Rocha e Paula Gaetan.

video

MERCADO CINEMATOGRÁFICO

Aqui está a lista de todos os filmes brasileiros para lançamento nesse ano. Todos disputam o mercado. Onde estão os filmes de arte? Onde exibir os nossos filmes?

JANEIRO

Desenrola [Brasil, 2010], de Rosane Svartman (Downtown/Riofilme). Gênero:comédia. Elenco: Marcelo Novaes, Letícia Spiler, Pedro Bial, Kayky Brito.Sinopse: Priscila tem 16 anos e ainda é virgem. Quando a mãe viaja atrabalho por 20 dias, deixando a casa, pela primeira vez, só para ela, tudopode mudar. Duração: 88 min. Classificação: 12 anos.

Brasil animado 3D [Brasil, 2011], de Mariana Caltabiano (Imagem). Gênero:animação. Sinopse: Stress e Relax partem em busca do "Grande Jequitibá Rosa"e acabam descobrindo algo muito maior: o Brasil. Com exibição em 3D.Duração: a definir. Classificação: a definir.

Lixo extraordinário [Brasil, 2010], de João Jardim, Karen Harley e LucyWalker (Downtown). Gênero: documentário. Sinopse: A relação entre doissegmentos extremos da sociedade carioca é o ponto de partida para odocumentário. A relação entre lixo e arte aproxima o universo intelectual àtão diferente realidade das pessoas que colhem o lixo. Duração: 94 min.Classificação: a definir.

Malu de bicicleta [Brasil, 2009], de Flávio Tambellini (Downtown/Riofilme).Gênero: comédia romântica. Elenco: Fernanda Freitas, Marcello Serrado.Sinopse: Adaptação do romance de Marcelo Rubens Paiva, lançado em 2004, queconta a história de Luis, um conquistador que se apaixona perdidamente porMalu. Eles se casam, mas o relacionamento é abalado pelas suspeitas de que ela tem um amante em outra cidade. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos.

FEVEREIRO

O samba que mora em mim [Brasil, 2010], de Geórgia Guerra-Peixe (Pandora).Gênero: documentário. Elenco: Timbaca, Cosminho, Lili.. Sinopse: O ponto departida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugardo reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história.Duração: 72 min. Classificação: a definir.

Sequestro [Brasil, 2009], de Wolney Atalla (Downtown). Gênero: documentário.Sinopse: Durante quatro anos, uma equipe de filmagem acompanhou de perto asinvestigações e táticas até então sigilosas da Divisão Anti-Sequestro de SãoPaulo. Duração: 94 min. Classificação: a definir.

Qualquer gato vira-lata [Brasil, 2009], de Tomas Portella (Disney). Gênero:comédia. Elenco: Cléo Pires, Malvino Salvador. Sinopse: Tati é abandonadapor Marcelo e busca a ajuda de Conrado, um cético professor de biologia. Elesugere uma mudança de comportamento, baseada nas atitudes dos animais, paraque assim ela possa reconquistar o namorado. Duração: a definir. Classificação: 14 anos.

Bruna Surfistinha - O doce veneno do escorpião [Brasil, 2011], de MarcusBaldini (Imagem/Riofilme). Gênero: drama. Elenco: Deborah Secco, CássioGabus Mendes, Drica Moraes. Sinopse: Raquel é uma típica menina da classemédia paulistana que decide ser garota de programa, usando o nome de BrunaSurfistinha. Duração: a definir. Classificação: a definir.Fevereiro sem data

A velha dos fundos [La vieja de atrás, Brasil, 2010], de Pablo Meza (PandaFilmes). Gênero: drama. Elenco: Adriana Aizemberg, Martín Piroyansky, RafaelSieg. Sinopse: Duas pessoas solitárias vivem anônimas na grande metrópoleem uma relação improvável que explora os limites da convivência humana.Duração: 115 min. Classificação: a definir.

Corpos celestes [Brasil, 2010], de Marcos Jorge e Fernando Severo (PandaFilmes). Gênero: drama. Elenco: Dalton Vigh, Rodrigo Cornelsen, CarolinaHolanda. Sinopse: A história do astrônomo Francisco, um homem que dedicousua vida ao estudo dos astros e acabou deixando de lado sua vida pessoal.Duração: 91 min. Classificação: a definir.

MARÇO

Lope [Espanha/Brasil, 2010], de Andrucha Waddington (Warner). Gênero: drama.Elenco: Alberto Ammann, Pilar López de Ayala, Selton Mello, Sonia Braga.Sinopse: Cercado de aventuras e dividido entre duas paixões, o maior poeta edramaturga da Espanha, Felix Lope de Vega, coloca sua vida em jogo por amor. Duração: 106 min. Classificação: a definir.

Uma professora muito maluquinha [Brasil, 2011], de André Pinto e CesarRodrigues (Downtown). Gênero: infantil. Elenco: Paola Oliveira, ChicoAnysio, Suely Franco. Sinopse: Uma jovem de 18 anos, retorna ao interiorpara lecionar na escola primária, mas seu comportamento de vanguarda nãoagrada as professoras conservadoras. Duração: a definir. Classificação: adefinir.

Raul Seixas - O início, o fim e o meio [Brasil, 2010], de Walter Carvalho eEvaldo Mocarzel (Paramount). Gênero: documentário. Sinopse: Documentáriosobre a vida e obra de Raul Seixas. Duração: a definir. Classificação: adefinir.

Família vende tudo [Brasil, 2011], de Alain Fresnot (PlayArte). Gênero:comédia. Elenco: Luana Piovani, Lima Duarte, Caco Ciocler, Vera Holtz.Sinopse: Família em dificuldades financeiras faz com que a filha engravidede cantor famoso. Duração: a definir. Classificação: a definir.

VIPs - Histórias reais de um mentiroso [Brasil, 2010], de Mariana Caltabiano(Imovision). Gênero: documentário. Sinopse: Documentário sobre MarceloNascimento, que ao longo de vários anos assumiu diversas identidades,chegando a enganar um grupo de celebridades. Duração: 71 min. Classificação:a definir.

Bróder [Brasil, 2009], de Jeferson De (Sony). Gênero: drama. Elenco: CaioBlat, Jonathan Haagensen, Silvio Guindane. Sinopse: A história de trêsamigos da periferia de São Paulo e suas diferentes escolhas de vida.Duração: 93 min. Classificação: a definir.25 de março

Rosa Morena [Dinamarca/Brasil, 2009], de Carlos Augusto de Oliveira(Europa). Gênero: drama. Elenco: Vivianne Pasmanter, Bárbara Garcia.Sinopse: Um homem gay dinamarquês tenta adotar uma criança brasileira.Duração: 90 min. Classificação: a definir.

VIPs [Brasil, 2009], de Toniko Melo (Universal). Gênero: drama. Elenco:Wagner Moura. Sinopse: A história de um farsante que tem como golpe maisfamoso ter se passado pelo irmão do dono da empresa aérea Gol durante ocarnaval do Recife. Duração: 96 min. Classificação: a definir.Março sem data

Mamonas pra sempre! [Brasil, 2009], de Claudio Khans (Europa). Gênero:documentário. Sinopse: A história da banda Mamonas Assassinas, cujameteórica carreira foi interrompida por um acidente aéreo. Duração: 84 min.Classificação: a definir.

ABRIL

As mães de Chico Xavier [Brasil, 2011], de Glauber Filho e Halder Gomes(Paris). Gênero: drama. Elenco: Nelson Xavier, Herson Capri, Via Negromonte.Sinopse: Baseado em fatos reais, conta a história de três mães cujasrealidades se transformam quando recebem conforto e reencontram a esperançade vida através do médium. Duração: a definir. Classificação: a definir.

Amor? [Brasil, 2010], de João Jardim (Copacabana). Gênero: drama. Elenco:Lilia Cabral, Eduardo Moskovis, Letícia Collin. Sinopse: Uma mistura dedocumentário e ficção em que atores e atrizes interpretam o depoimento depessoas reais. Duração: 99 minutos. Classificação: a definir.

Cilada.com [Brasil, 2011], de José Alvarenga Jr. (Downtown). Gênero:comédia. Elenco: Bruno Mazzeo, Fernanda Paes Leme, Mauro Mendonça. Sinopse:A namorada de Bruno descobre que ele a traiu. Como vingança ela resolvecolocar no YouTube um vídeo de uma transa do casal. Duração: a definir.Classificação: a definir.

Não se preocupe, nada vai dar certo [Brasil, 2009], de Hugo Carvana(Imagem). Gênero: comédia. Elenco: Tarcísio Meira, Flávia Alessandra, Antonio Pedro. Sinopse: O ator Lalau Velasco recebe uma proposta de R$ 100mil para representar um personagem na vida real. Duração: a definir.Classificação: a definir.

MAIO

Não se pode viver sem amor [Brasil, 2010], de Jorge Duran (Pandora). Gênero:drama. Elenco: Cauã Reymond, Simone Spoladore e Ângelo Antonio. Sinopse:Gabriel chega ao Rio para encontrar seu pai, que o abandonou anos atrás. Aolado da mãe, ele atravessa a cidade encontrando personagens emsituações-limite. Duração: 100 min. Classificação: a definir.

JUNHO

Estamos juntos [Brasil, 2011], de Toni Venturi (Imagem). Gênero: drama.Elenco: Cauã Reymond, Leandra Leal. Sinopse: Uma médica descobre que estácom uma doença fatal. Duração: a definir. Classificação: a definir.

JULHO

Assalto ao Banco Central [Brasil, 2010], de Marcos Paulo (Fox). Gênero:policial. Elenco: Milhem Cortaz, Lima Duarte, Giulia Gam. Sinopse: Inspiradona história real do crime ocorrido em Fortaleza, em 2005, tido como o maiorassalto a um banco já ocorrido no Brasil. Duração: a definir.Classificação: a definir.

AGOSTO

Capitães da areia [Brasil, 2009], de Cecília Amado (Imagem). Gênero: drama.Elenco: Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima. Sinopse: A história deum bando de meninos de rua na Bahia em 1950. Baseado na obra de Jorge Amado.Duração: a definir. Classificação: a definir.

O palhaço [Brasil, 2011], de Selton Mello (Imagem). Gênero: drama. Elenco:Selton Mello, Paulo José. Sinopse: No interior de Minas Gerais, palhaço vivecrise existencial e artística. Duração: a definir. Classificação: a definir.

SETEMBRO

O homem do futuro [Brasil, 2011], de Cláudio Torres (Paramount). Gênero:comédia romântica. Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes. Sinopse: O cientistaZero desenvolve uma máquina do tempo e volta ao passado para mudar seudestino. Duração: a definir. Classificação: a definir.

Lutas [Brasil, 2011], de Luiz Bolognesi (Europa). Gênero: animação. Vozes: Selton Mello, Camila Pitanga. Sinopse: Quatro episódios da História doBrasil, desde antes da chegada dos europeus até o ano 2080, contados por umpersonagem que está vivo há 600 anos. Duração: a definir. Classificação: adefinir.

OUTUBRO

Dois coelhos [Brasil, 2011], de Afonso Poyart (Imagem). Gênero: policial.Elenco: Alessandra Negrini, Fernando Alves Pinto, Caco Ciocler. Sinopse:Espremido entre a criminalidade e o poder político corrupto, Edgar resolvefazer justiça com as próprias mãos, elaborando um plano que colocará oscriminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Duração: a definir. Classificação: a definir.

DEZEMBRO

Billi Pig [Brasil, 2011], de José Eduardo Belmonte (Imagem). Gênero:comédia. Elenco: Selton Mello, Grazi Massafera. Sinopse: Um malandrovendedor de seguros e sua namorada são perseguidos por um traficante.Duração: a definir. Classificação: a definir

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

INFORME

Loucura Pouca é Bobagem
Tornado no Rio de Janeiro
Só falta isso para se instaurar o pânico e em seguida o caos. Há algo de podre nos canais do mangue...

A história cinematográfica do presidente Lula foi recusada pela academia americana de cinema... É muita ingenuidade dessa gente!


O meu amigo Sérgio Santeiro, que é um artista de cinema 100% brasileiro, está, mais uma vez, 100% certo nas reflexões que publica nas listas dos cineastas brasileiro. Segue o texto:

Incógnitas

E que tanto fêz a Sav ou o Minc para o audiovisual brasileiro? Manteve como há décadas a "ótica do mercado" tentada desde a Embrafilme e que ainda não se instituiu não só porque é dominado pelo filme estrangeiro mas tambem porque agora emerge o conluio globo-columbia a açambarcar a tal da vergonhosa cota de tela pra nós. O que devia haver é cota de tela pra eles. E claro nem um centavo publico para eles, direta ou indiretamente, como nos "festivais internacionais", nos adicionais de renda e outras mamatas oficiais. Que se queira mudar é ótimo. Precisamos é torcer que não seja para pior. E pior é continuar o governo a descumprir a lei do curta, por exemplo. É continuar a inventar filmes de papel. Quanto ao comando o mínimo é que seja quem conheça, aprecie e defenda o cinema brasileiro. Reformas de governo nunca deram certo. Só sabem inventar besteiras como Ancine, um gigante a atravancar a nossa área. Desde a genial intervenção do Humberto Mauro, além de cineasta, implantou o INCE. Em território ocupado temos que ser politicos para chamar a atenção do estado em cumprir seu dever. Mas aí predominam os interesses do mercado e a cada governo mudam as pessoas e as coisas e continua a exclusão de quase todos em favor do que acham que é o cinema comercial. Cada filme é cada filme, saber exibí-los e apoiá-los é o que caberia à ação de governo sem favorecimentos como sempre ocorre. Uma agência comercial para todos é o que se deveria esperar. Mas aí vêm um bando de curiosos sem eira nem beira e saem inventando manuais de editais, concursos, chances de excluir quase todos em benefício de quem nunca viu um filme na vida. Ignorantes eternizam a ignorância.A Sav veio rolando desde que o INCE perdeu o E, virou o INC mais preocupado com o mito do cinema industrial, restando um pífio Departamento do Filme Educativo que na Embrafilme virou a bobagem da "Diretoria de Operações Não-Comerciais". No sistema capitalista que nos governa não há nada não-comercial. Defendemos com a ABD a criação do Centrocine que acabou sendo instituido como Fundação do Cinema Brasileiro, infelizmente ocupada com a mesma preocupação do mito do cinema industrial e extinta nos 90. Restou o CTAv que não podia ser extinto porque parte do acordo comercial com o Canadá. Mais tarde surge a Secretaria do Audiovisual parece-me que dedicada às atividades da área cultural do cinema mantendo-a infelizmente a reboque dos interesses do cinema comercial nacional ou estrangeiro, debilitando os realizadores independentes impedindo-os de continuarem seu trabalho de construção da imagem brasileira.Se querem mudar, mudem, seria bom saber quem ou quens e o que. Se é pra fazer no escurinho de Brasília é ruim. Na minha opinião era bom distinguir cada um e todos os setores do cinema brasileiro. Essa "frente ampla", saco de gatos de interesses díspares só ajuda a permanência da manipulação e monopólio do cinemão.É preciso definir em que e como cada setor merece ser apoiado. E francamente quem não faz filme não sabe o que um filme é, devia palpitar e atrapalhar menos. Afinal não me meto em diagnóstico médico ou contenção de encostas porque não sou do ramo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

INFORME

Assistam ao filme do Rogério Sganzerla “A MULHER DE TODOS” no youtube, dividido em 8 partes – É sensacional -
http://www.youtube.com/watch?v=IbK9hDwMfhw


VEJAM OS MEUS FILMES E TENHAM VISÕES
de Oswald de Andrade, Blaise Cendrars, Camargo Guarnieri, Osvaldo Goeldi, Murilo Mendes, Pedro Nava, Augusto dos Anjos, Geraldo Pereira, Krajcberg, Arlindo Daibert, Peter W. Lund, Nunes Pereira, Jorge Amado...

AOS OLHOS DE:
P.Cesar Pereio, Maria Gladys, Guaracy Rodrigues, Kimura Schettino, Jesus Pingo, Carlos Pontual, Lita Cerqueira, Wilson Grei, Odete Lara, Suzana Moraes, Ronaldo Brandão, José Aurélio Vieira, Luisa Mello, Sandro Schiatti, Rodrigo Santiago, Saverio Roppa, Sérgio Lara, Samir Huaje, Gerson Rosa, Fernando Tavares, Carlos Scliar, Paulo Giordano, Osvaldo Medeiros, Izabel Costa, Mario Drumond, Roberto Wagner, Gilberto de Abreu, Caio Caravelli, Ana Sette, Robert Finberg, José Vieira, Emiliano Sette, Rogério Sganzerla, Gilberto Vasconcelos, Luiz Eça, Robertinho Silva, Luiz Alves, Vila Lobos, Camargo Guarnieri, Gilberto Abreu, Isabel Lacerda, Sylvio Lanna, Helvécio Raton, Kin Ribeiro, Big Charles, Fabio Carvalho, Lina Machado, Duca Rodrigues, Marcio Hallack, entre outros...

Cinema

Onde estão os negativos de imagem e som de todos os meus filmes?
É preciso fazer alguma coisa...
É preciso achar as latas (quase cem latas grandes, pesadas e redondas).
Quanto vale uma vida dedicada ao cinema perdida pelo desrespeito de empresas e entidades irresponsáveis?
Negativos de filmes perdidos ou não encontrados: Bandalheira Infernal; A Casa das Minas; (MAM) Um Sorriso Por Favor; Natureza e Escultura; O Naturalista Krajcberg; Natureza Torta; Cidade da Bahia; (EMBRAFILME). Encantamento de Camargo Guarnieri; Vertigem (Labo Filmes). Todos negativos de som e imagem em 35mm.
O que vocês acham disso?

domingo, 16 de janeiro de 2011

POR UM NOVO BRASIL

Carta 7

Recebi, no meu emeio, um recado do meu amigo Mário Drumond, para assistir, na internet, a um vídeo feito com o professor Marcelo Guimarães por um jovem cineasta mineiro. Depois de assistir ao vídeo e ficar admirado, como sempre, com a sinceridade, a inteligência prática de suas deduções, a lógica de suas idéias, o domínio de sua empreitada bioenergética e sua inventividade revolucionária na solução dos problemas do homem do campo, da reforma agrária, do trabalho e da miséria que ainda afeta e muito o Brasil, pensei o quanto é importante que essa idéia do Marcelo Guimarães seja entendida pelo governo. Não compreendo o não entendimento pela política governamental do presidente Lula, da presidenta Dilma, na criação de milhares de mini-destilarias produzindo álcool, energia limpa, fazendo acontecer a revolução rural, econômica e energética, por esse país continente. Já discuti muito esse assunto com o professor Gilberto Vasconcellos, amigo de Marcelo e de outro grande brasileiro o professor Bautista Vidal. Os dois, sobre o assunto, já escreveram alguns livros. Mas parece que ninguém quer escutá-los ou entender a importância do tema. Quando ouvi, pelas ondas da internet, a voz e as imagens de tão importante figura, com seu jeito mineiro e caipira de se expressar, com a sua simplicidade didática muito bem retratada pelo fotógrafo e cineasta mineiro Neimar Barroso, fiquei encantado, mas confesso que ao agregar a esse depoimento, o bordão, a chamada final, do meu amigo Rogério Sganzerla ao telefone, fotografado pelo Ivan Cardoso, me deu prazer fazer cinema. Cinema é montagem ideográfica. Peço, portanto, ao jovem diretor que me permita esse devaneio com suas imagens pelo bem da pátria. Marcelo Guimarães não está mais no mundo dos vivos, mas suas idéias permanecem vivas e transformadoras, é preciso apenas conhecê-las.

video

sábado, 15 de janeiro de 2011

TRAGÉDIA NA SERRA


Pergunta que não quer calar!

Onde está o exército brasileiro, com seus tratores, helicópteros, soldados, engenheiros, etc., que poderia transformar o caos na serra em ajuda humanitária em pouco tempo?

Notícia do Rio de Janeiro

Queda de barreiras pelas chuvas incessantes na cidade de Friburgo na região serrana do Rio de Janeiro. Impressionante!
http://www.youtube.com/watch?v=mHlMA-qfMlY

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

REFORMAS

EDUCAÇÃO NO BRASIL

"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama.

Prezado amigo!
Sou professor de Física do ensino médio de escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a vocês o meu salário bruto mensal: R$650,00 ! Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, mas atualmente a regra é essa: o professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola faz de conta que aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estômago do meu idealismo foi duro: descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior ! Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".

(PARA QUE PRECISAMOS DE TANTOS DEPUTADOS ? POR QUESTÕES DA REPRESENTATIVIDADE DEVERÍAMOS TER 1/3 DOS DEPUTADOS QUE TEMOS HOJE E AINDA SERIAM MUITOS)

A Nossa Língua


REVISÃO
Depois de reler alguns textos, sem revisão, neste blog, deparo-me com coisas que até os mais céticos duvidam. Sei que se não estudar profundamente o português ele te mete o tamanco. Na minha formação tive péssimos professores da nossa língua, mas sempre gostei de ler, foi o que me salvou. Hoje, quando já vou para os 63 anos de vida, estou estudando mais a gramática e tentando me aprimorar. Mas a base, a formação, o primário, nunca mais vai existir. Só hoje sei como ela é importante. Mesmo lendo e consultando o mestre Eduardo Martins, eu continuo, às vezes, tropeçando. Prometo para esse novo ano dobrar minha atenção.


Alguns Tropeços com verbos e pronomes que é bom lembrar
Há quem diga e escreva “fazem x dias que…” e Eduardo Martins os desasna assim: “Fazer, quando exprime tempo, é impessoal (não varia: faz dez dias./ Fez dois meses./ Fazia cinco séculos.”
Outros tropeços são detectados com o verbo haver. Didático, ele dá primeiro o erro – “haviam” muitos alunos – e depois explica: “Haver, no sentido de existir, também é invariável: Havia muitos alunos na classe./ Houve muitos acidentes./ Pode haver novos casos de dengue.”
Outro terreno pantanoso é o do uso dos pronomes. Em “está tudo certo entre eu e você”, Eduardo Martins explica àqueles que faltaram à aula no dia em que isso foi explicado: “Depois de preposição, usa-se mim e ou ti: Está tudo certo entre mim e você´.” Ele não dá o seguinte exemplo, mas é bom recordar: “Está tudo certo entre você e eu.”
Outro caso desconcertante no uso dos pronomes é o do “lhe”. Você baixa o programa de antivírus e lá vêm as temidas instruções, com os habituais crimes de lesa-gramática, do tipo “para lhe proteger”, semelhante ao de algumas canções que apregoam para “lhe amar”. O incansável Eduardo Martins retoma a paciência e lembra aos enfermos da língua a bula gramatical: “Lhe não pode ser usado com verbos diretos, pois substitui a ele, a eles, a você e a vocês: Não o conheço./ Nunca a deixarei./ Nós o convidamos./ O marido a ama./ Dois exemplos com lhe: Pedi-lhe (pedi a ele) o favor./ Ficou contente e lhe (a ele) agradeceu.”
Na questão das formas verbais, ele ilustra o que prescreve com um exemplo muito comum: “O Estado interviu”, em que o falante ou escrevente errou a conjugação. O certo é “o Estado interveio”. “Intervir conjuga-se como vir.” Adiante explica outros dois verbos em que muitos tropeçam: mediar e intermediar. É errado “A ONU intermedia conflitos”. “Mediar e intermediar segue odiar: A ONU intermedeia conflitos./ Empresários medeiam negócios.”

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Memória

“O Besouro Dourado”

Para minha querida amiga atriz -bailarina de alguns dos meus filmes Izabel Costa.
Em finais de 1890 e início de 1900, Georges Méliès fez um grande nome para si mesmo com seus muitos filmes maravilhosos. Méliès era um ilusionista e decidiu ir em cinema. No começo, muitos de seus filmes foram desenhados de pé no palco executando truques que foram feitos na maior parte, parando a câmera e, em seguida, reiniciando-a - as coisas parecem que estão aparecendo e desaparecendo. Pelos padrões de hoje, é bastante óbvio o que está acontecendo, mas em sua época, isso era uma grande coisa. Além disso, o filme usa células maravilhosamente pintadas à mão para torná-lo parecido com um filme colorido. Georges Méliès ocasionalmente também fazia isso, mas com este filme “O Besouro Dourado”, o trabalho de pintura foi maravilhoso. Vendo a moça olhando estranho vestido como um besouro me impressionou como ela apareceu de prata e ouro.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NOTÍCIA DA MATRIZ

Hollywood prepara o enterro definitivo do DVD

A pirataria e o consumo de cinema "on line" dobraram os estúdios de Hollywood que, de má vontade, preparam o lançamento de uma plataforma para a distribuição de filmes pela internet em detrimento do decadente DVD.
Fox, Paramount, Sony, Universal e Warner lideram um consórcio de empresas tecnológicas e audiovisuais denominado Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE), nascido para discutir a transição do setor do entretenimento do universo rígido dos suportes físicos à flexibilidade do mundo digital.
A resposta de Hollywood ao desafio de internet se chamará UltraViolet e nascerá em meados deste ano, primeiro nos Estados Unidos e depois no Reino Unido e no Canadá, sem que se saiba ainda quando estará disponível em outros países.
Mais que filmes ou programas de televisão em si mesmos, esta plataforma venderá ao usuário uma série de licenças que lhe darão direito de ver os conteúdos que adquirir, que serão acessíveis a partir de dispositivos conectados à internet.
Os estúdios Disney e a Apple, cujo diretor-executivo Steve Jobs é um importante acionista da empresa do Mickey, decidiram adotar suas próprias estratégias. A Disney tem um projeto chamado Keychest com características parecidas ao UltraViolet.
A indústria do cinema se viu forçada a tomar estas medidas após negar durante um tempo a assumir uma mudança de tendência no consumo de cinema em casa, com a esperança de que a queda das vendas do lucrativo negócio do DVD fosse um episódio passageiro, ou se conseguisse pôr fim à pirataria pela internet.
A venda de filmes na internet é outra vertente. Embora os catálogos de filmes "on line" ainda seja reduzido, o negócio cresceu 17% em 2010 nos EUA até superar os US$ 680 milhões, enquanto a receita da televisão a cabo pelo aluguel de filmes subiu 21%, para US$ 1,8 bilhão.
O UltraViolet é o primeiro grande passo de Hollywood para enterrar o DVD, algo que no entanto não teria que representar o final dos suportes físicos.
Fernando Mexia

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



O roqueiro Rob Zombie escreve e dirige o filme “Rejeitados pelo Diabo”. Mesmo dublado vale a pena assistir. É bem melhor que os filmes de Tarantino. A violência gratuita da sociedade americana explode em cenas de uma violência jamais vista no cinema. O filme chega a ser hilário.
http://www.filmesonlinegratis.net/2011/01/assistir-rejeitados-pelo-diabo-dublado-online.html
Outros filmes do diretor:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Memória

O Antigo que é Novo

Nada melhor para abrir um novo ano do que ouvir e ver um filme curto sobre o genial músico cubano Bola de Nieve, cantando, interpretando, tocando seu inovador piano, engrandecendo a nossa América latina com tamanha genialidade. Um presente de fim de ano que achei na internet e apresento a todos vocês.
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Loucura Pouca é Bobagem


Mineração nos anéis de saturno


parte 01


parte 02


parte 03


parte 04


parte 05


parte 06


parte 07


parte 08

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Loucura Pouca é Bobagem

OS OCULTISTAS
Decifradores de Atlântida

Athanasius Kircher foi um jesuíta, matemático, físico, alquimista e inventor, famoso por sua versatilidade de conhecimentos e particularmente sua habilidade para o conhecimento das ciências naturais. Viveu parte de sua vida em Roma, onde Fundou o chamado “Museu do Mundo”. Papas, imperadores, príncipes e prelados respeitavam suas investigações e, essencialmente, suas opiniões. Em Trapani e Palermo seu interesse foi despertado pelos restos de elefantes antediluvianos (mamutes). Usando um microscópio rudimentar, examinou doentes com peste e observou pioneiramente os vermes, construiu um aparelho para projetar imagens, conhecido como lanterna mágica (1646) e relacionou peste bubônica com putrefação. Para se ter uma idéia aproximada da sua atividade literária é necessário observar que durante sua curta estada em Roma nada menos que 44 livros foram escritos por ele. Considerado como o ultimo dos eruditos universais, Kircher, que falava dezesseis idiomas, dedicou-se ao estudo de, entre outros, egiptologia, geologia, medicina, musica e matemática.
EDGAR CAYCE (1877-1945) – O médium americano, conhecido como o “Profeta Adormecido”, Edgar Cayce também mencionou várias vezes a Atlântida. Ele fez predições certeiras sobre a primeira e segunda guerra mundial; a quebra da bolsa de NY e a independência da Índia. Profetizou que aos finais dos anos 60 se encontrariam partes de Atlântida, e predisse também que o continente de Atlântida reapareceria no futuro em uma época acompanhada de terremotos, erupções vulcânicas e outros cataclismos em todo o planeta.O caminho de Bimini foi descoberto em 1968. Cayce morreu em 1945. Mas seu projeto seguiu adiante graças à sua fundação A. R. Edgar Cayce, que tem patrocinado projetos de busca de Atlântida; trabalham sobretudo na ilha de Andros. Em 1901 ele perdeu a voz, durante um ano não conseguiu curar-se, até tratar-se com um hipnotizador de sua cidade. Para surpresa de muitos, ele mesmo indica a causa de sua enfermidade e indica o remédio adequado. Começa sua fama de curador. Afirmava poder contatar com os registros akásicos da humanidade, que são cúmulos de conhecimentos administrados por seres elevados. Cayce tinha a suposta capacidade de ver o futuro e de se comunicar com os mortos. Ele identificou centenas de pessoas, incluindo a ele mesmo, como atlantes reencarnados; muitos dos consulentes de Cayce recebiam informações sobre o seu passado atlante nas “leituras” que o médium fazia de seus casos. Ele disse que o limite ocidental da Atlântida seria descoberto perto da costa de Bimini até o final da década de 60. Em 1969 mergulhadores britânicos descobriram duas “estradas” de pedra paralelas na costa de Bimini. Mas os primeiros pesquisadores e arqueólogos que estudaram o local, conhecido como “Estrada de Bimini”, logo o consideraram como uma ocorrência natural. No entanto, investigações recentes descobriram evidências que parecem sustentar a idéia de que as pedras foram moldadas e colocadas lá para formar uma parede. E essa descoberta de uma possível cidade submersa próxima de Cuba só vai aumentar o ímpeto dos que apóiam a teoria da Atlântida. Em suas visões, o continente era habitado por seres tecnologicamente muito avançados. Ele acreditava que os atlantes possuíam tecnologias remarcáveis, inclusive “cristais de fogo” extremamente poderosos que eles usavam para energia. Um desastre no qual esses cristais ficaram fora de controle foi responsável pelo afundamento da Atlântida, ele disse, o que parece com uma fábula de precaução sobre os perigos da energia nuclear. Tendo permanecido ativos abaixo das ondas oceânicas, os “cristais de fogo” danificados enviam campos de energia que interferem com os navios e aviões que passam – isto é como Cayce considerou as ocorrências do Triângulo das Bermudas. Segundo ele, a Atlântida já possuía muitas das tecnologias que julgamos modernas, haviam dominado a tecnologia da cirurgia com raios laser; tinham naves que navegavam pelo ar e pela água; haviam extraído gases que os ajudavam a erguer as pedras para a construção dos templos; e tinham um potente cristal que concentrava a luz do sol, e proporcionava luz e calor aos atlantes. Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de “Os Filhos de Belial”. Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de “As Crianças da Lei Um”, era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a oração e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam “As Crianças da Lei Um” porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entrou em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começou a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura. Em 1933, Cayce disse que a civilização de Atlântida conhecia raios que seriam “descobertos nos próximos vinte e cinco anos”. O laser foi descoberto em 1958, exato 25 anos depois. Segundo Edgard Cayce, o fim da civilização atlante deu-se devido a fatores como descontentamento do povo, escravidão dos trabalhadores e “misturas” (entre homens e animais), sacrifícios humanos, adultério, fornicação generalizada e mau uso das forças da natureza, mas ele afirmou que novas terras surgirão no Atlântico e no Pacífico, frente às costas americanas, vestígios de velhos continentes. Mudarão os pólos magnéticos da Terra, depois do que não haverá mais desastres geológicos. Depois de grandes transtornos no mundo, virá um Messias e novos dirigentes espirituais. “os homens serão avisados por videntes e por sinais no firmamento. Porém poucos acreditarão.
STEINER - Mais detalhes foram acrescentados ao mito por Rudolf Steiner, em “Lemuria and Atlantis”, que tratava dos dois continentes afundados ao mesmo tempo. Ex-integrante da Sociedade Teosófica, o criador da antroposofia, Rudolf Steiner, disse poder relatar o que havia acontecido na Atlântida recorrendo aos arquivos akáshicos (vestígios de todas as ocorrências preservados na luz astral). Segundo ele, os atlantes pensavam por imagens, tinham extraordinária capacidade de memória e usavam energia latente nos vegetais para pilotar aeronaves. Os mais evoluídos foram selecionados e levados para a Ásia Central, onde passaram por treinamento espiritual para entender os poderes divinos; eles foram a ascendência dos primeiros reis-sacerdotes arianos.
Anthony Neate, fundador de um grupo inglês de pesquisa sobre os atlantes, que em transe afirmava manifestar um atlante, em 1957, disse:“Os acontecimentos acontecerão gradualmente. Haverá terremotos onde normalmente não existem e vulcões extintos há séculos ficarão ativos. Predominarão condições meteorológicas anormais, que se agravarão com a progressão do tempo. As estações do ano perderão o significado, pois haverá dias quentes nos meses do inverno e frios nos períodos tradicionalmente cálidos (aparente inversão dos polos). À medida que a data se aproximar, será registrada uma escuridão crescente, pois os raios solares serão bloqueados. Cairá dos céus uma substância vulgarmente conhecida como chuva negra e haverá um grande caos. Quando estes acontecimentos atingirem um clímax, a Terra se inclinará. Muitas terras desaparecerão sob os mares em ebulição e algumas serão erguidas dos leitos submersos. Entre estas últimas, aparecerá o continente de Atlântida”.
SPENCE - Lewis Spence (o fundador da ordem Rosacruz AMORC) fez diversas abordagens em livros como: “The Problem of Atlantis”, “Atlantis in América”, “The History of Atlantis” e “The Problem of Lemuria, the Sunken continent of the Pacific”. Spence afirmou que o homem de Cro-Magnon era sobrevivente do cataclismo atlante, tal como os maias, que viveram num outro continente afundado, Antilia, uma Atlântida ocidental que afundou mais tarde – para preencher a lacuna de muitos milênios entre a ruína do continente-mãe e o estabelecimento da civilização da América Central. Mas os argumentos de Spence, em termos geológicos, antropológicos ou lingüísticos, eram bastante insustentáveis. Outra contribuição para o tema veio através de um livro de 1931 do rosacruz norte-americano Wishar Cervé, Lemúria: O Continente Perdido do Pacífico. Baseado em antigos manuscritos tibetanos e chineses que chegaram às mãos da fraternidade rosacruz em San Francisco, Cervé apresentou os lemurianos como um povo dedicado principalmente ao desenvolvimento espiritual. Uma saliência na testa permitia aos nativos manter comunicações telepáticas, ver objetos e seres da quarta dimensão e conhecer o passado e o futuro. Tal como nos outros relatos, o continente submergiu numa sucessão de erupções vulcânicas, terremotos e maremotos.
PAPUS - “Por volta de 10.000 a.c., um fantástico dilúvio abalou a terra; a Atlântida foi tragada pelas águas e a atual Europa fez a sua aparição. O Egito é uma antiga colônia atlante”. PAPUS – “ABC do Ocultismo” – Papus, Editora Martins Fontes.
BLAVATSKY – O trabalho de Donnelly serviu de referência para um dos mais importantes livros ocultistas do século 19: “A Doutrina Secreta”, da russa Helena Blavatsky, publicado em 1888. Mas a controvertida criadora da Teosofia não admitiu abertamente o uso dessa fonte; segundo ela, as informações sobre a Atlântida apresentadas na obra provinham de sua leitura das “Stanzas de Dzyan” (um misterioso livro levado da ilha por homens santos antes que ela desaparecesse) e de conhecimentos secretos transmitidos por mahatmas tibetanos. A antropogênese teosófica, toda ela fundamentada em antigas escrituras hindus e tibetanas, postula que a espécie humana surgiu, na Terra, em simultâneo ao surgimento do próprio planeta. A espécie, humana, é essencialmente a mesma, porém, as Raças, diferem entre si em sua constituição bioquímica sempre em correspondência com seu desenvolvimento espiritual. Blavatsky atribuía às Stanzas o mapeamento dos sete estágios de vida da humanidade na Terra, cada qual controlado por uma raça-raiz. A primeira raça-raiz habitara um continente que Blavatsky denominou de “A Imperecível Terra Sagrada”. Os indivíduos da Primeira Raça, se ainda existissem, teriam a idade da Terra e tal como a Terra em seus primórdios, seus corpos seriam massas gasosa de forma circular oscilante. A segunda raça, um pouco mais densa, ainda assim seria etérea; são chamados de “Raça Hiperbórea” e habitaram a região polar norte.
A terceira, a Lemúria, habitaram um continente vasto que ocupava o atual oceano Pacífico e também áreas do Atlântico; Esse continente submergiu com o fim da civilização da Lemúria, ocasionado por convulsões geológicas como terremotos e erupções vulcânicas. Começou sua jornada ontológica também em corpos de matéria sutil; foram chamados de “os sem-ossos” e eram assexuados; mentalmente pouco desenvolvidos (e por isso também chamado “SEM-MENTE”). Produziram, já nas últimas gerações, seres dotados de esqueleto ósseo, dimensões agigantadas – em relação ao sapiens atual, e foram inicialmente bissexuais passando a ser heterossexuais, divididos em machos e fêmeas, no fim do período. Este foi o primeiro passo para um tipo de reprodução que iria se desenvolver dali por diante: a reprodução sexuada (os modos anteriores foram a EXUDAÇÃO e o BROTAMENTO). A Quarta Raça é a dos Atlantes. A Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil. Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início. Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram criados, a educação expandiu-se, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades. A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul. E a terceira destruição foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão. Diz-se haver sido colonizada pelos lemúrios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul da Atlântida. Eles foram os gigantes que viveram há 18 milhões de anos atrás, em um continente chamado Atlântida. São os primeiros que podemos chamar de “homens”. Sua cultura era muito avançada; em muitos pontos, ultrapassava a nossa com facilidade. Esta tecnologia diferia muito da atual em termos de padrão de freqüência vibracional. Estava diretamente relacionada com as forças da Natureza e continha aspectos energéticos (metafísicos e radiônicos) e até espirituais unidos numa só Ciência (conceito praticamente impossível de ser aceito e assimilado pela “Ciência” atual). Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto, de acordo com a Teosofia, tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias. Também fazia uso de tecnologia nuclear. Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade. A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de “Vril”, sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio. Durante o ponto mediano da evolução dos Atlantes, eles se cruzaram com seres simiescos, produzindo os animais que hoje são chamados de primatas. Esta atitude condenou a Raça, pois perante o karma esta bestialidade era um pecado grave. Segundo Helena Petrovna Blavatsky os Atlantes foram punidos com a destruição da Raça e de seu continente. Foram quatro os grandes cataclismos, espaçados entre si por muitas centenas de anos, que destruíram a grande civilização atlante. O último deles, ocorrido aproximadamente 10.000 anos antes da época de Platão, submergiu a última terra remanescente do grande continente. À medida que as catástrofes iam se sucedendo, submergindo áreas inteiras do continente atlante, os povos remanescentes iam migrando em todas as direções. Aqueles que apresentavam um estado de consciência mais elevado e que não se imiscuíram na baixa magia e nos terríveis crimes perpetrados pelos povos revoltados que instalaram a desordem sob a égide dos perversos Rackshasas, seres híbridos provindos da Raça anterior, a Lemuriana, foram conduzidos por um enviado dos Céus, um Manú, chamado Vaisvásvata, para o Planalto do Pamir, no Norte da antiga Aryavartha, atual Índia. Os demais povos atlantes foram se dispersando nas terras que restaram da submersão. Isso aconteceu, segundo a cronologia esotérica, cerca de 850 mil a 1 milhão de anos atrás. Os sobreviventes deste cataclisma fundaram a quinta e atual Raça-raiz, a Ariana. A corrente que deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade. A Quinta Raça é a atual, cujo surgimento datam em cerca de um milhão de anos. A Sexta e a Sétima Raças são seres humanos que ainda estão por vir e que tendem a ser mais evoluídos que seus predecessores em todos os aspectos da existência de um indivíduo realmente inteligente. “Por certo, estas afirmações da Sabedoria Oculta podem parecer delirantes, e mais ainda se dissermos que existiam homens ou proto-homens há 18, há 45, há 150 milhões de anos (desde há 18 milhões, a humanidade física; antes, a Humanidade astral). Entretanto, a Ciência Esotérica pode argumentar ponto por ponto para defender as suas teses”, escreveu Blavatsky. “Há algumas décadas, éramos ensinados nas escolas que o Homem tinha 600.000 anos. Hoje em dia, parece que vamos em 4, 5 milhões de anos, sete ou oito vezes mais… Veja-se a que ritmo se multiplicou a suposta idade do homem! São as luzes e sombras do método indutivo”, retrucam seus seguidores. Um discípulo de Blavatsky, William Scott-Elliot, aprofundou as idéias da mestra em seu livro A Lemúria Perdida, de 1904. Na obra, ele descreve a Lemúria como um continente que “quase rodeava o globo”, habitado por humanóides de inteligência escassa e altura que variava entre 3,5 e 4,5 metros. Dotados de três olhos (um deles na parte posterior da cabeça), que lhes permitiam uma visão de 360 graus, eles caminhavam também para trás. Segundo Scott-Elliot, os lemurianos eram inicialmente hermafroditas e desenvolveram posteriormente a reprodução sexual. Mas esse processo não foi tranqüilo: no início, eles tiveram relações sexuais com animais, de onde resultaram os grandes símios de hoje. Os deuses criadores dos lemurianos ficaram tão horrorizados com esses cruzamentos que deixaram seus postos. No entanto, os humanóides não ficaram desprotegidos: magos vindos de Vênus encarregaram-se de orientar a evolução lemuriana. Tudo isso, porém, foi interrompido por erupções vulcânicas e sismos, que submergiram o continente.