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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PRIMEIRAS DICAS DO ANO


Gilberto F. Vasconcelos indicou-me os seguintes livros fundamentais para entender a cultura latino-americana.

1.    Parménides-Mallarmé – “Necesidad y Azar”. Barcelona: Anthropos, 1985. autor: Juan David Garcia Bacca 
Fue un gran divulgador de la filosofía: elaboró numerosas introducciones, prólogos, reseñas y antologías de autores clásicos y modernos y compuso muchas obras de este género. Como traductor vertió a los Presocráticos y la obra completa de Platón, e hizo traducciones de obras sueltas de Aristóteles, Jenofonte, Tucídides, Euclides y Plotino y entre lós modernos Kant, Hegel, Marx, Heidegger y algunos filósofos escolásticos

 
  1. Historia de la nación latinoamericana, dois tomos – 1968. autor: Jorge Abelardo Ramos
A influência do pensamento de Trotsky, especialmente a partir de sua produção ligada à realidade da América Latina, e Jorge Abelardo Ramos será crucial para este despontar da esquerda pouco numerosa, mais tarde definido como nacional em oposição à esquerda estalinista, reconhecer o caráter revolucionário do nacionalismo dos países semi-coloniais (ou dominados pelo imperialismo do século XX). Ramos foi um dos pilotos mais lúcidos e determinados políticos dessa linha na Argentina[5]. Seu trotskismo é formado com base em suas interpretações dos diálogos entre Trotsky e Mateo Fossa - como sua teoria sobre o que convencionou chamar de “Esquerda Nacional”: se chega por esse caminho ao carácter revolucionário do nacionalismo dos países atrasados. Um nacionalismo de vasto alcance, latinoamericanista misturado com palavras de ordem de Trotsky como a dos “Estados Unidos Socialistas da América Latina”, com fortes influências de Manuel Ugarte especialmente da “La Patria Grande”, e dos escritos de Marx sobre questões coloniais. Assim considerando desde a perspectiva da “Esquerda Nacional” a Argentina dependente como semicolonia ou diretamente como colônia)
3.    O Estilo literário de Marx - autor: Ludovico Silva - editora: Expressão Popular
No Brasil, reina um quase desconhecimento em torno de Ludovico Silva (na verdade, Luis José Silva Michelena, venezuelano nascido em Caracas, em 1937, e precocemente falecido em 1988). Salvo para uns poucos especialistas no entre nós tão maltratado pensamento latino-americano, a sua obra é praticamente ignorada. Fato lastimável: Ludovico Silva foi um pensador com o qual há muito que se aprender e cuja relevância exige uma atenção cuidadosa (já se disse que ele está, para a cultura da esquerda na Venezuela nos anos 1960/1970, como Mariátegui esteve para a peruana nos anos 1920). Em El estilo literario de Marx, publicado em 1971 e agora traduzido no Brasil, todas as características do trabalho intelectual de Ludovico Silva estão presentes: a criatividade, o domínio seguro dos instrumentos da análise literária imanente (sem ignorar o enquadramento histórico da textualidade), o conhecimento filosófico e um tratamento original do seu objeto. Neste ensaio brilhante e polêmico, Ludovico Silva nos apresenta Marx sob uma luz singular: um mestre do estilo, artesão da linguagem, um criador não somente de uma nova teoria social, mas também da forma necessariamente culta e elegante que ela exigia. 

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