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domingo, 14 de outubro de 2012


Sabedoria milenar


DISCÍPULO: 
- Sábio Mestre, poderia ensinar-me a diferença entre a pérola e a mulher?

MESTRE: 
- A diferença, humilde gafanhoto, é que uma pérola pode-se enfiar por dois lados, enquanto numa mulher somente por um lado...

DISCÍPULO (um tanto confuso): 
- Mas Mestre, longe de mim contradizer vossa "Himalaica" sabedoria, 
  mas ouvi dizer que certas mulheres permitem ser enfiadas pelos dois lados!

MESTRE (com um sorriso): 
- Nesse caso, curioso gafanhoto, não se trata de uma mulher, mas sim de uma pérola.

MEDITEMOS... 



AINDA NÃO SEI SEU NOME
 Fábio Carvalho

Os ambientalistas que se ambientem. Pensei. Os caras não gostam nem de filé de Tilápia ao forno, regado no molho de manteiga e de alho porro, acompanhado de folhas de espinafre, batatas coradas e aquele tomatinho partido ao meio que esqueci como se chama. Lamentável.
Você é um parasita ou batalha o dia todo?
Premeditadamente, perguntei de súbito, ao mestre Saraceni na porta do elevador do hotel. Sem delonga ele respondeu: na fronteira. A pergunta fora escrita pelo Rogério Sganzerla para o seu filme Copacabana Mon Amour e a resposta do Saraceni nasceu dele naquele exato instante. Eu escrevia pelos ouvidos. Mais tarde filmei o Guará fazendo esta pergunta para o Éder Santos no Cabaré chamado Nova Camponesa, que era situado na Avenida Brasil, numa cena de O General. O Éder achou que era pouca a resposta para aquela pergunta tão profunda. Fizemos um pequeno périplo mental. Chegamos juntos a indefinitiva conclusão que não existe nada mais amplo do que uma fronteira. Além da linha tem dois lados e por vezes muitos outros mais. Hoje sei que ele queria no interior um texto maior para sua cena. Não nos faltará a ocasião. Com alguma vaidade me lembrei disto agora e escrevi aqui. Abomino a vaidade, portanto vou tomar banho. A chuva prometida não veio e o ar continua seco com um calor infernal. Ave Maria Nossa Senhora. Mas a filosofia, hoje, me auxilia a viver indiferente assim. Veio um ventinho, não digo que era uma brisa de tão quente que vinha. Ou era para trazer a chuva, ou para levar. Tenho que olhar para o céu. Da janela, vi o Zoeca subindo a rua, empurrando um caixão cor de rosa amarrado em cima da bicicleta, com vários tipos de vira latas o seguindo. Acho que ele deve ser feliz, aparentemente conseguiu ser o que é. São nove horas. Ela domina a técnica de ensacar. Peitinhos de Pitomba. Que cheiro tem esse pão. Sofrer também tem seu merecimento. Quando a hora é da razão. Por cima da terra respirando ar puro, cantando. Tem me encantado esta nova posição, eu que sempre fui ponta esquerda, agora sou armador. Bela palavra e o posicionamento. E como tenho andado sem mudar de lado. Dizem que hoje que é o dia da criança, portanto deve ser por isto que tive notícias cariocas que adoçaram minha boca. Também lá, vou mudar de posição perante o mar. Fogão. Sempre alvinegro. No mesmo velho Botafogo, agora na zona do agrião, pertinho do Aurora e dos Abricós de Macaco. Um perigo que me atrai e muito me agrada. Enfim uma nova vida se apresenta, em todos os sentidos, inclusive os geográficos. Geografia do Som. Ricardo Miranda o Grande. Tenho plena consciência que o cinema é uma arte esotérica e transcendente, para poucos, só para seres que já passaram por uma trepanação. Queria terminar este escrito com uma belíssima aliteração do Fernando Pessoa que o Madeira, nosso velho mestre do bandolim e da amizade, me falou na ponta da língua em noite de chorinho no Bar do Salomão. Como não anotei e o Madeira foi passar muito a contra gosto uma temporada em Roraima, termino então com este testículo do Immanuel Kant descoberto pela Isabel: a razão especulativa pura tem em si a peculiaridade de que pode e deve medir sua própria faculdade de acordo com a diversidade do modo que ela escolhe objetos para pensá-los, e de ainda enumerar completamente seus modos de apresentar seus problemas.
Resolvi não terminar com o Kant, só para relatar o que os peixistas ali presentes me informaram que existem os dois: o Badejo e o Abadejo. Eu tinha certeza que era um ato falho, um baianismo incontido, uma mistura de Abadá com o peixe Badejo. Hoje já Sábado, tenho quase certeza que o Abadejo também é de criatório. Vou voltar ao relicário

----- Original Message ----- From: "Joao A. V. Diniz" <jdinizarq@gmail.com>
To: "Isabel Lacerda" <
ufa.audiovisual@gmail.com>
Sent: Sunday, October 14, 2012 1:23 AM
Subject: Pull My Daisy: 1959 Beatnik Film Stars Jack Kerouac and Allen Ginsberg, Shot by Robert Frank


http://www.openculture.com/2012/10/ipull_my_daisyi_improvisational_beatnik_film_stars_jack_kerouac_and_allen_ginsberg_shot_by_robert_frank.html

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