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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Artigo de Adriano Benayon
Finança mundial
Novos dados informam que somente cinco bancos têm ativos de 8,5 trilhões de dólares, o equivalente a 56% do PIB dos Estados Unidos: JP Morgan Chase, Goldman Sachs Group, Citigroup, Bank of America e Wells Fargo.
02. Os dez maiores bancos do mundo teriam US$ 6,4 trilhões dos mais de US$ 30 trilhões aplicados nos paraísos fiscais (offshore). Somente 92 mil pessoas (0,001% da população mundial) possuem US$ 10 trilhões nessas localidades. Nos EUA só 400 indivíduos teriam riqueza igual à de 50% da população do país.
03. Aí estão ilustrações do que tenho exposto: os concentradores aumentam seu poder durante a depressão econômica e não têm interesse em que ela acabe.
04. Durante as fases de crescimento real da economia, após certo tempo, a finança começa a crescer mais que a produção de bens e serviços, inclusive porque os lucros crescem mais rápido que os salários.
05. Além disso, no setor produtivo as fusões e aquisições de empresas levam a aumento da concentração. Após um tempo, os salários, exceto o de muito poucas categorias, começam a decrescer em termos reais, perdendo para a inflação dos preços.
06. Paralelamente, como é natural, a demanda por bens e serviços só aumenta através do crédito, formando-se as bolhas, como foi o caso da imobiliária nos EUA, apontada como desencadeadora do colapso financeiro iniciado em 2007/2008.
07. Entretanto, essa não é a única nem a principal bolha. As principais decorrem de manipulações nos mercados financeiros, como foi a das ações de empresas de informática (1997/2001) e a imensa que a ela se seguiu, a dos derivativos.
08. Nesta foram gerados mais de 600 trilhões de dólares, nos computadores do sistema financeiro: títulos montados em cima de outros títulos e de coisas irreais, como: apostas em inadimplência de títulos (credit default swaps) e em índices de taxas de juro, de taxas de câmbio; operações de hedge, ou seja, jogando, ao mesmo tempo, na alta e na baixa dos mesmos títulos. Até emprestando a um país e apostando na elevação dos juros dessa dívida, como fez o Goldman Sachs com a Grécia, entre outros.
09. Assim, a par da concentração e maior oligopolização dos setores produtivos, a financeirização da economia foi assumindo dimensões gigantescas. Ela se pode definir como a formação de ativos financeiros em proporção exponencialmente maior que a dos ativos reais e produtivos.
10. Após anos nessa escalada, é natural que os preços desses ativos também aumentem exponencialmente e que, em determinado ponto, se verifique sua irrealidade, o que dá início ao estouro das bolhas.
11. Esse ponto foi atingido em 2007/2008, e a partir daí os preços dos ativos começam a cair. Os devedores viram-se presos numa armadilha, pois continuaram tendo que pagar as dívidas, e muitos deles não mais o puderam fazer, tendo suas casas sido tomadas pelos bancos.
12. Hoje nos EUA as dívidas dos estudantes ultrapassaram US$ 1 trilhão, e os saldos devedores dos cartões de crédito chegam a U$ 800 bilhões.
13. Em 2007/2008, as empresas de muitos manipuladores financeiros entraram em dificuldades, embora não os seus donos e executivos, que haviam transferido, para si mesmos em outras destinações. a maior parte dos lucros com a especulação, movida através de alta alavancagem (uso de margem mínima de capital próprio nas operações financeiras).
14. Os grandes bancos ficaram praticamente falidos quando a bolha levou a perceber que o valor real dos derivativos não correspondia senão a pequena fração, próxima a zero, do valor nominal desses títulos.
15. Então, por que não foram liquidados, o que teria permitido aos Tesouros nacionais dos EUA, e de vários países europeus, por exemplo, sanear as finanças e a economia?
16. Porque os Tesouros e os bancos centrais os salvaram, com dezenas de trilhões de dólares e de euros dos contribuintes e principalmente com emissões de dinheiro (especialmente nos EUA) e de títulos públicos, inclusive adquirindo pelo valor nominal os títulos podres dos bancos e empresas financeiras.
17. Os pseudo-governos desses países têm o desplante de dizer que são democráticos. Os grandes bancos os controlam, como controlam "mercados financeiros".
18. Tal é a manipulação dos nesses mercados, que, apesar das dezenas de trilhões de dólares criados do nada , o preço do ouro permanece no patamar em que terminou o ano de 2011 (US$ 1.650 por onça), depois de haver atingido naquele ano o pico de quase US$ 2.000.
19. O jornalista financeiro Evans-Pritchard publicou artigo no The Telegraph, de Londres (13.01.2013), em que diz estar o mundo estaria caminhando para um padrão-ouro de fato, no qual o metal teria peso comparável ao do dólar e do euro. Não cogita da moeda chinesa e de outras com potencial de solidez.
20. Ele se baseia norelatório “GFMS Gold Survey for 2012”, segundo o qual os bancos centrais compraram mais ouro em 2012 do que em qualquer tempo, por quase meio século, aumentando suas reservas em 536 toneladas.
21. Como ele recorda, os bancos centrais de países da órbita anglo-americana (Reino Unido, Espanha, Holanda, Suíça e outros) firmaram, há anos, o acordo de Wahington, comprometendo-se a regularmente fazer vendas de ouro, sustentando as moedas inflacionadas (dólares principalmente).
22. Nessas operações – especialmente o Banco da Inglaterra - tiveram enorme prejuízo, pois o preço do ouro aumentou de US$ 300 em 2003 para o atual nível, superior a US$ 1.600.
23. Outro sinal foi a decisão do parlamento da Alemanha de trazer ao país seus estoques de ouro guardados nos EUA e na França, havendo dúvidas de se os EUA ainda têm o que oficialmente consta.
24. Há enorme potencial para as compras principalmente pela China, que teria o projeto de elevar suas reservas de ouro para 2% de suas reservas totais.
25. Isso ainda é muito pouco já que o dólar e o euro não têm condições de justificar o otimismo, do ponto de vista do cartel dos bancos, de que essas duas moedas permaneçam como as principais divisas mundiais.
26. A dívida pública e o déficit federal dos EUA, depois de ultrapassarem o PIB desse país, com montantes acima de US$ 16 trilhões, continuarão sendo financiados com emissões de moeda e de títulos públicos, os quais estão perdendo adquirentes, salvo o Federal Reserve.
27. A China detém algo próximo a 1,2 trilhões desses títulos, mas, há um ano, esse montante era maior, e ele só representa um terço das reservas totais, enquanto o Japão chegou a quase aquele valor, que, no caso dele, representa mais de 90% de suas reservas. A meta da Rússia é aumentar a reserva de ouro para 10% das totais, hoje da ordem de US$ 560 bilhões.
Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
Novos dados informam que somente cinco bancos têm ativos de 8,5 trilhões de dólares, o equivalente a 56% do PIB dos Estados Unidos: JP Morgan Chase, Goldman Sachs Group, Citigroup, Bank of America e Wells Fargo.
02. Os dez maiores bancos do mundo teriam US$ 6,4 trilhões dos mais de US$ 30 trilhões aplicados nos paraísos fiscais (offshore). Somente 92 mil pessoas (0,001% da população mundial) possuem US$ 10 trilhões nessas localidades. Nos EUA só 400 indivíduos teriam riqueza igual à de 50% da população do país.
03. Aí estão ilustrações do que tenho exposto: os concentradores aumentam seu poder durante a depressão econômica e não têm interesse em que ela acabe.
04. Durante as fases de crescimento real da economia, após certo tempo, a finança começa a crescer mais que a produção de bens e serviços, inclusive porque os lucros crescem mais rápido que os salários.
05. Além disso, no setor produtivo as fusões e aquisições de empresas levam a aumento da concentração. Após um tempo, os salários, exceto o de muito poucas categorias, começam a decrescer em termos reais, perdendo para a inflação dos preços.
06. Paralelamente, como é natural, a demanda por bens e serviços só aumenta através do crédito, formando-se as bolhas, como foi o caso da imobiliária nos EUA, apontada como desencadeadora do colapso financeiro iniciado em 2007/2008.
07. Entretanto, essa não é a única nem a principal bolha. As principais decorrem de manipulações nos mercados financeiros, como foi a das ações de empresas de informática (1997/2001) e a imensa que a ela se seguiu, a dos derivativos.
08. Nesta foram gerados mais de 600 trilhões de dólares, nos computadores do sistema financeiro: títulos montados em cima de outros títulos e de coisas irreais, como: apostas em inadimplência de títulos (credit default swaps) e em índices de taxas de juro, de taxas de câmbio; operações de hedge, ou seja, jogando, ao mesmo tempo, na alta e na baixa dos mesmos títulos. Até emprestando a um país e apostando na elevação dos juros dessa dívida, como fez o Goldman Sachs com a Grécia, entre outros.
09. Assim, a par da concentração e maior oligopolização dos setores produtivos, a financeirização da economia foi assumindo dimensões gigantescas. Ela se pode definir como a formação de ativos financeiros em proporção exponencialmente maior que a dos ativos reais e produtivos.
10. Após anos nessa escalada, é natural que os preços desses ativos também aumentem exponencialmente e que, em determinado ponto, se verifique sua irrealidade, o que dá início ao estouro das bolhas.
11. Esse ponto foi atingido em 2007/2008, e a partir daí os preços dos ativos começam a cair. Os devedores viram-se presos numa armadilha, pois continuaram tendo que pagar as dívidas, e muitos deles não mais o puderam fazer, tendo suas casas sido tomadas pelos bancos.
12. Hoje nos EUA as dívidas dos estudantes ultrapassaram US$ 1 trilhão, e os saldos devedores dos cartões de crédito chegam a U$ 800 bilhões.
13. Em 2007/2008, as empresas de muitos manipuladores financeiros entraram em dificuldades, embora não os seus donos e executivos, que haviam transferido, para si mesmos em outras destinações. a maior parte dos lucros com a especulação, movida através de alta alavancagem (uso de margem mínima de capital próprio nas operações financeiras).
14. Os grandes bancos ficaram praticamente falidos quando a bolha levou a perceber que o valor real dos derivativos não correspondia senão a pequena fração, próxima a zero, do valor nominal desses títulos.
15. Então, por que não foram liquidados, o que teria permitido aos Tesouros nacionais dos EUA, e de vários países europeus, por exemplo, sanear as finanças e a economia?
16. Porque os Tesouros e os bancos centrais os salvaram, com dezenas de trilhões de dólares e de euros dos contribuintes e principalmente com emissões de dinheiro (especialmente nos EUA) e de títulos públicos, inclusive adquirindo pelo valor nominal os títulos podres dos bancos e empresas financeiras.
17. Os pseudo-governos desses países têm o desplante de dizer que são democráticos. Os grandes bancos os controlam, como controlam "mercados financeiros".
18. Tal é a manipulação dos nesses mercados, que, apesar das dezenas de trilhões de dólares criados do nada , o preço do ouro permanece no patamar em que terminou o ano de 2011 (US$ 1.650 por onça), depois de haver atingido naquele ano o pico de quase US$ 2.000.
19. O jornalista financeiro Evans-Pritchard publicou artigo no The Telegraph, de Londres (13.01.2013), em que diz estar o mundo estaria caminhando para um padrão-ouro de fato, no qual o metal teria peso comparável ao do dólar e do euro. Não cogita da moeda chinesa e de outras com potencial de solidez.
20. Ele se baseia norelatório “GFMS Gold Survey for 2012”, segundo o qual os bancos centrais compraram mais ouro em 2012 do que em qualquer tempo, por quase meio século, aumentando suas reservas em 536 toneladas.
21. Como ele recorda, os bancos centrais de países da órbita anglo-americana (Reino Unido, Espanha, Holanda, Suíça e outros) firmaram, há anos, o acordo de Wahington, comprometendo-se a regularmente fazer vendas de ouro, sustentando as moedas inflacionadas (dólares principalmente).
22. Nessas operações – especialmente o Banco da Inglaterra - tiveram enorme prejuízo, pois o preço do ouro aumentou de US$ 300 em 2003 para o atual nível, superior a US$ 1.600.
23. Outro sinal foi a decisão do parlamento da Alemanha de trazer ao país seus estoques de ouro guardados nos EUA e na França, havendo dúvidas de se os EUA ainda têm o que oficialmente consta.
24. Há enorme potencial para as compras principalmente pela China, que teria o projeto de elevar suas reservas de ouro para 2% de suas reservas totais.
25. Isso ainda é muito pouco já que o dólar e o euro não têm condições de justificar o otimismo, do ponto de vista do cartel dos bancos, de que essas duas moedas permaneçam como as principais divisas mundiais.
26. A dívida pública e o déficit federal dos EUA, depois de ultrapassarem o PIB desse país, com montantes acima de US$ 16 trilhões, continuarão sendo financiados com emissões de moeda e de títulos públicos, os quais estão perdendo adquirentes, salvo o Federal Reserve.
27. A China detém algo próximo a 1,2 trilhões desses títulos, mas, há um ano, esse montante era maior, e ele só representa um terço das reservas totais, enquanto o Japão chegou a quase aquele valor, que, no caso dele, representa mais de 90% de suas reservas. A meta da Rússia é aumentar a reserva de ouro para 10% das totais, hoje da ordem de US$ 560 bilhões.
Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
CONTRA CAPA DO LIVRO QUARTETO
Na literatura, como no cinema, penso ser preciso transformar parte significativa da arte criativa brasileira em obra inventiva, experimental e de qualidade. Só assim, através de nossa identidade debochada, gozadora e anárquica, seremos ouvidos, vistos e lidos pelo resto do mundo. Criar um texto de prosa poética que transportasse o leitor, de todos os matizes sociais e culturais, para um universo de imagens mágicas, ainda não vistas, ouvidas, lidas ou imaginadas, foi o que me motivou a escrever. Não sei se atingirei os meus objetivos como aconteceu com os meus filmes. Quando essa escrita brotou pela minha caneta, eu tentei descarta-la como mais um dos meus roteiros, mas não pude fazê-lo, ela se impôs como literatura, como uma peça única do meu universo cultural. Às vezes um livro pode custar mais caro que um filme, como esquecê-lo? Portanto vou publicá-lo mesmo sabendo do prejuízo crítico de quanto um texto é poético, inovador, torna-se de difícil compreensão ao mundo acadêmico.
Ao escrever esse “Quarteto”, vendo-me em torno da sociedade do meu tempo, a cada parágrafo amenizei a minha loucura colocando em seu lugar alguns pensamentos agradáveis, tentando ser coloquial e construindo alguns clichês nos momentos necessários para que eu pudesse depois, em outras situações da trama, surpreender o leitor com um murro na cara, um vento gélido na pele, uma tempestade na mente, uma saturação de claros e escuros aos olhos poéticos dos que buscam o que lhe é desconhecido, oculto, letárgico, na ilusão ótica de quadros variados. Textos poéticos em prosas, movimentos rápidos de desejos abstratos, visão filosófica sobre todas as coisas relacionadas às verdades ou às mentiras do animal homem. Com esse livro eu sou agora também um escritor, um inventor louco de histórias, como muitos outros que ficam expostos nas prateleiras das livrarias. Não sou único, e nem sou um artista do mal. Dizem que sou rebelde e que às vezes ando errado, que a língua que falo é morta, pois ninguém me entende, ninguém me escuta e ninguém quer saber. Digo que não me importo com essa opinião boçal. Sou do bem e fico com os autores que sofrem nos dias de hoje a censura moral do desentendimento situacional civilizatório. Vamos portanto novamente eliminar tudo o que não é necessário e criar uma nova maneira de lidar com a língua na contribuição de todos os erros, com diria Oswald de Andrade e eu, do meu lado, no meu tempo, no meu espaço, vou continuando, as duras custas e penas, com as minhas experiências literárias e cinematográficas, sempre no desejo de criar uma estética diferenciada, onde não só se vê, mas se tem preferencialmente visões, que aqui no livro falo e penso no que se refere aos desentendimentos existenciais dos conflitos amorosos, este grande filão oculto ainda pouco explorado das relações humanas.
O CINEMA E A CONQUISTA DO MERCADO
Estande do Cinema do Brasil no Festival de Berlim do ano passado: programa foi criado em 2006 com o objetivo de ampliar a participação de filmes brasileiros no mercado internacional Divulgação
RIO - A mais recente polêmica do cinema brasileiro envolve carnaval, Copa do Mundo, uma tradicional revista francesa e uma troca de farpas que começou há poucos dias. No centro da controvérsia está uma ação recente do Cinema do Brasil, um programa que existe desde 2006 com o objetivo de ampliar a participação brasileira no mercado internacional. A ação se chama Copa dos Distribuidores e foi criada pelo Cinema do Brasil para premiar empresas estrangeiras que melhor conseguirem posicionar os filmes nacionais em outros mercados.
O problema, para alguns, é o prêmio dado pela "disputa": os vencedores da primeira fase ganharam uma viagem para assistir ao desfile do carnaval 2013,e os da segunda vão receber ingressos para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, além de recursos no valor de R$ 30 mil para ajudar nos lançamentos dos filmes.
Só que a polêmica não começou por iniciativa brasileira. A primeira a criticar a Copa dos Distribuidores foi a revista francesa "Cahiers du Cinéma", uma das mais famosas publicações sobre cinema do mundo. Num artigo publicado no fim do ano passado, intitulado "Samba!" e ilustrado com uma passista seminua na Marquês de Sapucaí, a "Cahiers" afirma que "o texto da proposta (da Copa dos Distribuidores) parece um insulto para programadores e distribuidores". "O que incomoda na iniciativa do Cinema do Brasil é a utilização de maneira ostensiva ao cinema de princípios de marketing usuais nas indústrias não artísticas", diz o artigo.
No mês passado, o texto da "Cahiers" começou a repercutir entre cineastas e críticos. As redes sociais, sempre elas, foram o meio principal para a discussão, mas a questão ganhou mais eco na última semana por meio do post "Más notícias — Degradação do cinema brasileiro", que o diretor Eduardo Escorel publicou em seu blog no site da revista "piauí". Escorel escreveu:
"A falta de tato, além do mau gosto, resulta da ilusão de que o cinema brasileiro possa ocupar espaço no mercado internacional, por menor que seja,graças a incentivos financeiros e outras benesses oferecidas a agentes de venda e distribuidores estrangeiros, esquecendo que decisivo, no caso, são os próprios filmes."
— A gente encara com certo desânimo essa polêmica toda. O programa existe há sete anos, tem 140 associados, são produtores de vários estados do Brasil,veteranos e iniciantes — diz André Sturm, presidente do Cinema do Brasil. — Aí, de repente, uma revista francesa fez um artigo que eu considero ofensivo ao cinema brasileiro, e, em vez de as pessoas se levantarem contra a revista, elas se levantam contra quem está defendendo o cinema brasileiro?
Nossos programas são baseados em experiências estrangeiras, inclusive francesas. Os filmes franceses que são lançados aqui têm apoio do governo francês. Isso é normal. Já a ideia da Copa dos Distribuidores é um incentivo, uma coisa pequena dentro de uma estratégia maior.
A maioria dos recursos do Cinema do Brasil vem da Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Seus investimentos em 2013 somam R$ 2,5 milhões, sendo que 3% desse valor serão utilizados para a Copa dos Distribuidores.
— O cinema é globalizado, temos que tentar exportar nossos filmes. Pensandonisso, o Cinema do Brasil faz bem seu papel. Mas é claro que está sujeito aerros. Só que, acredito, as críticas deveriam ser mais construtivas — diz
Fabiano Gullane, produtor que integra o comitê gestor do Cinema do Brasil. — O que fica claro nessa história da "Cahiers" é que estamos incomodando.
Sempre fomos inundados de conteúdo estrangeiro. Agora fazemos o caminho contrário.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
REFLEXÕES DE UM POLÍTICO DO PSOL DE CABO FRIO
DÍVIDA PÚBLICA X DÍVIDA SOCIAL
Estive nos últimos dias analisando alguns dados da execução
orçamentária do Governo Federal referente ao finado ano de 2012 e gostaria de
compartilhar com vocês algumas humildes reflexões.
De um total de R$ 1.620 trilhões, o Orçamento Geral da União
dedicou a bagatela de R$ 750 bilhões para o pagamento de juros e amortizações
da dívida pública da União. Estes valores astronômicos correspondem a 47% do
Orçamento.
Com a Previdência Social, que dizem que vai quebrar o governo se
acabarem com o fator previdenciário, os gastos chegaram a 26%, com a saúde,
4,2%, com a educação, 3,1% e com saneamento básico, 0,08%. A dívida
pública hoje chega a 44% do PIB.
A CPI da Dívida Pública que ocorreu no Congresso Nacional, durante
o ano de 2010, proposta pelo PSOL e devidamente abafada pela grande mídia, com
a conivência do PT, PMDB e demais partidos da base aliada, constatou uma série
de irregularidades na sua administração, rolagem e refinanciamento. O relatório
final foi submetido ao Ministério Público Federal para aprofundamento das
investigações e até hoje não se tem notícias de nenhuma providência.
Este pequeno retrato orçamentário mostra claramente o que é
prioridade para este governo, e também para os que o antecederam. Primeiro os
interesses dos rentistas, banqueiros, especuladores e investidores de
títulos do governo. Depois, com o que for possível, buscam atender políticas
públicas essenciais como a saúde, como a educação e o saneamento básico, como
se isso fosse apenas prestação de serviços e não direito inalienável de toda a
população brasileira.
Quando vemos estampado no noticiário o caos da saúde e da
educação no país, temos que entender que isso é fruto de uma decisão política
de priorizar a dívida financeira em detrimento da dívida social.
Com este perfil orçamentário não há saída. Sem atacarmos o
gargalo da dívida não teremos como avançar de forma significativa em outras
áreas essenciais. Ficaremos sempre discutindo um aumento de carga tributária
que poderá nos trazer alguma “melhorazinha”. É matemático, e como disse
antes, depende de decisão política.
A Auditoria Cidadã da Dívida, prevista na letra constitucional,
se levada a sério, poderia reduzir e eliminar parte desta infame dívida
pública.
O tema da dívida nunca é devidamente discutido nos meios de
comunicação de massa. Por que será ?
Como explicar, por exemplo, para a população que o Governo Lula
herdou uma dívida pública de FHC no valor de R$ 600 bilhões de reais, pagou ao
longo de 8 anos de governo R$ 1.300 trilhões só de juros e amortizações e
entregou para a sua sucessora, companheira Dilma, um montante de dívida no
valor de 1.700 trilhões.
Hoje, a Dívida Pública já ultrapassa a casa dos 2.300 trilhões.
É ou não é uma verdadeira sangria de recursos públicos. Uma transferência
brutal de dinheiro público para o capital privado nacional e internacional.
A desculpa mais comum dada pelos economistas neoliberais é a de
que não podemos “quebrar contratos” e que qualquer política econômica que ouse
reavaliar este quadro provocaria fuga de capitais e quebradeira geral no país.
O Brasil tem já há alguns anos uma das maiores taxas de juro real do mundo. É
um verdadeiro paraíso para o capital especulativo internacional que conta ainda
com condições tributárias privilegiadas.
A baixa conscientização política e educacional de nossa
população permite que os contratos sociais nestas áreas essenciais sejam
quebrados todo dia. O fator previdenciário é o maior exemplo de contrato
quebrado com o trabalhador nos últimos anos.
A fatia destinada aos gastos sociais vem decrescendo de forma
quantitativa e qualitativa ao longo dos anos. O crescimento da violência urbana
é o resultado desta equação sombria. Esta “bolha” está enchendo há décadas. Um
dia ela vai estourar.
“A diferença entre o Brasil e a República Tcheca é que o governo
da República Tcheca fica em Praga e o Brasil tem esta praga de governo.”
Luiz Fernando Verissimo
Cláudio Leitão é economista e membro da executiva municipal do PSOL
Cabo Frio.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
NOVA LISTA DE FILMES DO YOUTUBE
14 Lúcio Flávio: O Passageiro da Agonia – Hector Babenco
15 O Leão de Sete Cabeças por Glauber Rocha
16 A Hora e a Vez de Augusto
Matraga – Roberto Santos
17 O.homem.do.pau.Brasil.1982 – Joaquim Pedro
18 DOCUMENTÁRIO Assim Era A Atlândida
19 Toda nudez será castigada – 1973 – Arnaldo Jabor
20 Cinco Vezes Favela (1962)
21 Os Cafajestes (1962) – Rui Guerra
22 Vidas Secas por Nelson
Pereira
23 Filme Anchieta, José do Brasil (1977) Paulo C. Saraceni
24 DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL por Glauber Rocha
25 Xingu por Cao Hamburger
26 A Grande Feira por
Roberto Pires
27 Memórias do Cárcere (1984) por Nelson Pereira
TEATRO-FILME - Samuel Beckett - Waiting for Godot
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=jhDQmA3WACo
13 O Raio Invisível (1936) por
Lambert Hillyer com Karloff e Bela Lugosi
14 Falstaff
- O Toque da Meia Noite (1965) por Orson Welles
15 Vagas Estrelas da Ursa
(1965) com Claudia Cardinale por Luchino Visconti
16 Antes da Revolução (1964)
por Bernardo Bertolucci
17 Dementia 13 (1963) de
Francis Ford Coppola
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=e6hNlateD1k
18 O Homem dos Olhos de Raio-X
(1963) por Roger Corman
19 A Estirpe dos Malditos
(1964) por Anton Leader
20 Um Dia Bom (1942) por Alberto Cavalcanti
21 Muralhas do Pavor (1962) por
Roger Corman
22 O Planeta Fantasma (1961) por Willian Marshall
23 O Terror Veio do Espaço
(1962) por Steve Serkeli
24 Infâmia (1961) com Audrey
Hepburn e Shirley MacLaine por Willian
Wyller
25 O Processo (1962) com
Anthony Perkins e Romy Schneider por Orson Welles
2 Documentário Marcel Proust, uma vida de escritor
3 Documentário Humano demasiado humano - Sartre
4 Documentário Albert Camus 1913-1960
5 Documentário Michel Foucault por sí mismo (2003)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=_wEsYlr5DQM
26 A Tortura da Suspeita (1961)
com Gary Cooper por Michael Anderson
27 A Filha de Satã (1962) com
Janet Blair por Sidney Hayers
28 O Grande Impostor (1961) com
Tony Curtis por Robert Mulligan
29 Nazarin
(1959) de Luis Buñuel
30 Um Convidado Bem Trapalhão
(1968) com Peter Sellers
31 Meu Ofício é Matar (1954)
com Frank Sinatra por Lewis Allen
32 O Homem do Braço de Ouro
(1955) com Frank Sinatra por Otto Preminger
33 A Adolescente (1960) de Luis
Buñuel
34 Otelo (1952) por Orson
Welles
35 Afundem o Bismarck (1960)
por Lewis Gilbert
36 Consciências Mortas (1943)
com Henry Fonda por Willian Wellman
37 O Estranho (1946) por Orson
Welles.
38 A Ultima Façanha (1962) com
Kirk Douglas por David Miller
39 Trapézio (1956) com Burt
Lancaster e Tony Curtis por Carol Reed
40 O Homem do Planeta X (1951)
por Edgar Ulmer
41 A Terra Desconhecida (1957)
por Virgil Vorgel
42 Viagem para Marte (1951) por
Lesley Selander
43 Na
solidão da noite (1945) por Alberto Cavalcanti
44 Macbeth (1948) por Orson
Welles
45 Meteoros (1957) por John Sherwood
46 A Invasão dos Discos Voadores (1956) com Hugh Marlowe por Fred
Sears
47 O Matador (1950) com Gregory
Peck por Henry King
48 O Silêncio das Baionetas
(1951) com Richard Basehart por Samuel Fuller
49 Daqui a Cem Anos (1936) com
Edward Chapman por Willian Cameron
50 Passagem da Noite (1957) com
James Stweart por James Neilson
51 Les Girls (1957) Gene Kelly
por George Cukor
52 Vale da Vingança (1951) com
Burt Lancaster por Richard Thorpe
53 Núpcias
Reais (1950) com Fred Astaire por Stanley Donen
54 A Última Vez que Ví Paris
(1954) com Elizabeth Taylor por Richard Brooks
55 Estranha Compulsão (1959)
com Orson Welles por Richard Fleisher
56 Noites
Quentes (1967) com Christopher Lee por Terence Fisher
57 Andrócles e o Leão (1952)
com Victor Mature por Chester Erskine
58 Salomé (1953) com Rita
Hayworth por Willian Dieterle
59 A Sombra do Pecado (1955)
com Dirk Bogarde por Lewis Gilbert
60 Fúria Assassina (1954) com
Sterling Hayden por Jerry Hopper
61 O Monstro de Londres (1954)
com Dirk Bogarde por Victor Hambury
62 A Rosa Tatuada (1955) com
Burt Lancaster por Daniel Mann
63 A Trágica Farsa (1956) com
Humphrey Bogart por Mark Robson
64 O Prisioneiro (1955) com
Alec Guinness por Peter Glenville
65 Acorrentados (1958) com Tony
Curtis e Sidney Poitier por Stanley Kramer
66 Almas em Leilão (1959) com
Laurence Harvey por Jack Clayton
67 Audazes
e Malditos (1960) com Woody Strode (de Spartacus) por John Ford
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